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Porta-aviões russo com destino ao Mar Mediterrâneo fará escala na Síria

Moscou, 6 dez (EFE).- O porta-aviões russo ‘Almirante Kuznetsov’ deixou esta terça-feira a base naval de Severomorsk, no Mar de Barents, com destino ao Mar Mediterrâneo, viagem que inclui escala na Síria acompanhado de outros navios de guerra russos.

‘Com a saída do porta-aviões começa a formação da esquadra que será integrada, além da embarcação Kuznetsov, pelo navio de guerra ‘Almirante Chabanenko’ e outros navios de abastecimento’, detalhou o porta-voz da Frota do Norte russa, o capitão Vadim Serga, entrevistado pela Agência ‘Interfax’.

O porta-aviões vai passar por diversos portos, entre eles a base naval russa de Tartus, na Síria, e fará manobras militares no Mar Mediterrâneo, indicou à ‘Interfax’ um alto funcionário do Ministério da Defesa russo.

Segundo a Rússia, a missão ao Mediterrâneo e a escala no porto sírio estavam previstas muito antes da ‘Primavera Árabe’, por isso as manobras não foram canceladas.

‘A escala em nossa base no porto sírio de Tartus é técnica, necessária para o abastecimento de combustível, água e alimentos. A bordo dos navios só haverá armamento e pessoal regulamentados. Não está previsto o desembarque de militares ou atividades com os marinheiros sírios’, destacou o Ministério da Defesa.

Após a escala na Síria, a esquadra voltará ao porto da Frota do Norte russa, o que ‘está previsto para os primeiros dias de fevereiro’, de acordo com o oficial.

‘O objetivo da missão é garantir a presença militar em áreas importantes das águas internacionais. Daremos atenção especial ao desenvolvimento de medidas que garantam a segurança da navegação marítima e outras atividades econômicas navais da Federação Russa’, afirmou Serga.

O porto sírio de Tartus, que abrigou uma base soviética na Guerra Fria, é atualmente um centro de manutenção e abastecimento para a Frota russa do Mar Negro.

Atualmente, a base abriga cerca de 600 militares e técnicos do Ministério da Defesa russo e está sendo preparada para receber cruzeiros e porta-aviões. EFE