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Por que roubos violentos a museus estão em alta, segundo Europol

Documento da agência da União Europeia também alerta para aumento de recrutamento nas redes sociais

Por Luiza Zubelli 24 ago 2026, 15h58 | Atualizado em 25 ago 2026, 10h44
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A Europol, agência da União Europeia para Cooperação Policial, publicou um relatório nesta segunda-feira, 24, revelando que ladrões de arte estão cometendo roubos cada vez mais violentos na Europa, com foco em ouro, joias, metais preciosos e artefatos de alto valor cultural.

Os itens de ouro, visados pelas gangues, incluem desde pepitas e moedas até joias. “Metais preciosos podem ser facilmente derretidos, não deixando rastros para as autoridades e facilitando vendas ilícitas durante o processo de receptação. Pedras preciosas, por outro lado, podem ser facilmente removidas e vendidas posteriormente”, diz a agência.

O preço do ouro subiu 85% nos últimos dois anos. “À medida que os preços do ouro atingem níveis históricos, os fluxos ilícitos e as distorções de mercado também aumentam”, explicou à agência de notícias Reuters a London Bullion Market Association, grupo que representa o mercado global de ouro e prata em barras em Londres, na Inglaterra.

Roubos mais agressivos

Segundo o relatório, os assaltos em museus estão se tornando mais agressivos e os criminosos passaram a usar ferramentas como marretas, explosivos e armas de fogo para invadir as instalações e intimidar os funcionários.

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Como exemplo dessa mudança nas dinâmicas do crime, o documento citou o roubo no Museu do Louvre, em Paris, em outubro do ano passado. Na ocasião, os ladrões ameaçaram guardas e visitantes e roubaram joias no valor de 88 milhões de euros.

Além disso, em janeiro do ano passado, criminosos usaram explosivos para roubar um capacete de ouro de 2.500 anos e três pulseiras do mesmo material que estavam um museu na Holanda. Os artefatos foram posteriormente recuperados e devolvidos à Romênia, embora uma das pulseiras ainda esteja desaparecida.

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Em seu relatório, a agência também observou um aumento nos roubos de artefatos de porcelana chinesa antiga, como vasos da Dinastia Ming, devido à alta demanda do mercado.

Recrutamento por redes sociais

No documento, a Europol afirmou ainda que as quadrilhas especializadas, pioneiras neste tipo de crime, foram substituídas por criminosos recrutados por meio de plataformas digitais.

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Enquanto as gangues tradicionais tinham um líder central e conhecimento técnico, os roubos recentes foram realizados por grupos descentralizados e improvisados em busca de lucro.

“Alguns criminosos parecem ser oportunistas de outros setores do crime, atraídos pelo baixo risco e alto potencial de lucro dos roubos a museus”, explicou a agência.

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