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Por que não tem salmão no restaurante japonês de Havana?

Donos de restaurantes não podem importar salmão ou atum

Por Duda Teixeira, de Havana 2 dez 2016, 17h29

Em Cuba, nenhum empresário privado pode fazer negócio diretamente com o exterior. Sendo assim, donos de restaurantes não têm como importar salmão ou atum. Quando se está diante de um prato de salmão no país, é porque se está sentado em um restaurante estatal, provavelmente comandado por um militar.

A opção de completar o cardápio com peixes da ilha é difícil. O governo regula muito fortemente a quantidade de barcos pesqueiros para impedir fugas para Miami.

  • Na baía de Havana, os barcos para pesca são pequenos e constantemente vigiados por uma lancha e por membros da polícia política, que ficam na calçada interpelando os que tiram fotos. Para sair com o barco para o mar aberto é preciso ter uma permissão especial.

    No Malecón, a avenida costeira, é fácil encontrar pescadores com vara pela manhã. Depois de fisgados, os peixes são pendurados vivos na bicicleta. Então, eles podem ser comidos ou vendidos a restaurantes. Contudo, como a quantidade é limitada, peixe em Cuba é um artigo de luxo. Normalmente, os cubanos só comem porco, e algum frango. Muitos reclamam de colesterol alto.

     

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