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Por que Macron não pode falhar

Sua eleição freou, por ora, o avanço da ultradireita nacionalista na França. Mas se fracassar na economia, o perigo estará de volta

Por Johanna Nublat 13 Maio 2017, 08h00

Emmanuel Macron venceu a eleição presidencial na França com 21 milhões de votos, deixando na poeira sua rival, a ultradireitista Marine Le Pen, com 11 milhões de votos. No entanto, Macron não é o político mais popular, nem o mais querido, possivelmente nem o mais promissor. Sua eleição é, na verdade, um vigoroso recado do eleitor francês de que a direita prenhe de raiva de Marine Le Pen, que fez campanha tentando espalhar o medo e o fanatismo, não tem espaço na gloriosa terra gaulesa. Pelo menos, por enquanto. É uma grande notícia, ainda que 4 milhões tenham votado branco ou nulo e outros 11 milhões tenham ficado em casa, na segunda maior abstenção da Quinta República.

Reportagem nessa edição de VEJA explica quais são os desafios econômicos do novo presidente e as chances que terá de alcançar seus objetivos. Se não alcançar a maioria na Assembleia nas eleições de junho, ele não terá todo o poder que precisa para cumprir com seu programa.

“Se ele tem maioria na Assembleia Nacional, o presidente tem quase os poderes de um rei absolutista eleito. Mas, se ele não tem, então a França é um regime parlamentar padrão, em que o primeiro-ministro é o líder do braço executivo desde que tenha apoio do Legislativo”, explica Thomas Guénolé, da Sciences Po Paris.

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