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Por que Elizabeth II não renuncia ao trono, como Beatrix?

Com 75 anos, rainha Beatrix da Holanda passou o poder ao seu filho

Depois que a rainha Beatrix da Holanda abdicou do trono, a três dias de completar 75 anos, muitos se perguntaram por que a britânica Elizabeth II, de 86 anos, não faz o mesmo. Para a rede de notícias americana CNN, as duas monarquias têm princípios muito distintos – e, na Grã-Bretanha, a popularidade aumenta à medida que a juventude diminui.

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“Não é que o trabalho estivesse muito pesado para mim, mas a responsabilidade por este país deve estar nas mãos de uma geração nova”, disse Beatrix ao abdicar do trono a favor de seu filho príncipe Willem-Alexander, 45. Como é típico das monarquias, o gesto da rainha holandesa, ao falar do futuro, se espelhava no passado e na tradição. Na Holanda, a abdicação é a norma: a mãe de Beatrix, rainha Juliana, abdicou em 1980, com 70 anos; sua mãe, Wilhelmina, com 68 anos, em 1948, e assim por diante.

Na Grã-Bretanha, contudo, a ideia de transmitir o trono aos mais jovens não encontra ressonância. O único caso registrado foi o do rei Edward VIII, que desistiu da realeza em 1936 para poder se casar com uma americana divorciada.

A regra geral entre os britânicos é jamais abdicar. Mesmo considerado insano em 1810, o rei George III continuou no poder até sua morte, em 1820, com 81 anos. Ele passou seus últimos 10 anos de reinado trêmulo e cego no castelo de Windsor. A neta de George III, rainha Victoria, também reinou até sua morte, aos 81 anos. Os anos mais populares de ambos foram os últimos de suas vidas.

O auge da aprovação de Elizabeth II entre os adultos britânicos foi em maio do ano passado, logo após ela comemorar seu Jubileu de Diamante. Seus súditos não veem razão para que ela passe o trono adiante.