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População da Crimeia vota neste domingo sobre anexação à Rússia

Votação é classificada como ilegal por Kiev e provocou crise internacional

Por Da Redação 16 mar 2014, 07h22

A população da Crimeia vota neste domingo em referendo que decidirá se o controle da península do Mar Negro passará da Ucrânia para Moscou. A votação é classificada como ilegal por Kiev, causou a pior crise entre Ocidente e Oriente depois do fim da Guerra Fria, e aumentou a tensão não apenas na Crimeia, mas também no leste da Ucrânia, onde duas pessoas morreram em confrontos nessa sexta-feira. A votação foi aberta às 8 horas deste domingo no horário local (3 horas em Brasília).

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O primeiro-ministro da Crimeia, Sergei Aksyonov, cuja eleição em uma sessão fechada no Parlamento nacional não é reconhecida por Kiev, afirmou que há segurança suficiente para garantir que a votação deste domingo ocorra calmamente. “Acho que temos o suficiente: mais de 10.000 pessoas nas forças de autodefesa, mais de 5.000 em diferentes unidades do Ministério do Interior e os serviços de segurança da República da Crimeia”, afirmou o premiê.

Em Kiev, o Parlamento ucraniano aprovou a dissolução da assembleia regional da Crimeia, que organizou o referendo e apoia a anexação à Rússia. Um líder nacionalista ucraniano do Congresso em Kiev disse que a assembleia da Crimeia precisa ser punida para impedir que haja mais movimentos separatistas no leste ucraniano, que tem o russo como idioma majoritário.

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Militares russos não esconderam a chegada de milhares de soldados, caminhões, veículos blindados e artilharia à Crimeia. Homens mascarados que cercam as instalações militares ucranianas na Crimeia se identificaram como soldados russos. Moscou paga para Kiev pelo uso do porto da cidade de Sebastopol, que serve como base para sua frota no Mar Negro. O acordo permite que a Rússia tenha até 25.000 soldados no local, mas não em território ucraniano.

O referendo ocorre após a queda do presidente pró-Moscou da Ucrânia, Viktor Yanukovich, no dia 22 de fevereiro, em meio a manifestações sobre a sua decisão de descartar um acordo com a Europa em prol de laços econômicos com a Rússia.

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