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Policial usava site que oferece hospedagem gratuita para atrair e estuprar mulheres

Na Itália, Dino Maglio drogava suas hóspedes e as estuprava em seu próprio apartamento. Uma denúncia de 2013 não foi investigada e deixou o italiano livre para cometer outros crimes

Por Da Redação - 29 Maio 2015, 13h47

Um policial italiano, morador da cidade de Pádua, usava o serviço Couchsufing.com, rede social em que pessoas oferecem suas casas como hospedagem gratuita para viajantes, para atrair mulheres e estuprá-las. Dino Maglio, de 35 anos, drogava suas hóspedes e as estuprava em seu próprio apartamento. Uma denúncia em abril de 2013 não foi investigada e deixou o policial livre para cometer outros crimes.

A primeira vítima a denunciar o policial foi uma jovem americana. No início de 2013, ele drogou e estuprou a estudante em seu apartamento. Alguns dias depois, a vítima prestou queixa do crime a autoridades inglesas – ela já havia deixado a Itália quando criou coragem para reportar o estupro -mas, segundo o jornal britânico The Guardian, a denúncia ficou enrolada em meandros burocráticos entre as duas polícias e, durante vários meses, não foi sequer investigada.

Um ano depois, uma hóspede australiana de 16 anos que viajava com a mãe e a irmã procurou a polícia depois que Maglio, que usava o nome de Leonardo no site, a drogou e estuprou – e, só então, o policial italiano foi preso. Durante o processo, ele confessou que colocava tranquilizantes na bebida das vítimas antes de estuprá-las. No mês passado, Maglio foi condenado a seis anos e meio de prisão pelo crime contra a australiana.

Depois que o caso veio à tona, mais de 15 outras mulheres afirmaram ter sido vítimas de Maglio no período entre a denúncia da jovem americana e a prisão do policial. Maglio ainda vai ser julgado pelo estupro da jovem americana.

(Da redação)

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