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Policial abre fogo em hospital de Cabul e mata três americanos

Atirador foi ferido e detido; instituição era administrada por ONG dos EUA

Um policial afegão abriu fogo nesta quinta-feira contra um grupo de médicos de um hospital de Cabul administrado por uma ONG com sede nos Estados Unidos e matou três americanos. Outros dois médicos ficaram feridos. O atirador foi detido. O hospital é administrado pela ONG Cure Internacional, que tem sede em Lemoyne, Pensilvânia. A organização é especializada no tratamento de crianças e mulheres.

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Em um primeiro momento, as autoridades afegãs indicaram que o atirador era um segurança do local. O agente estava aparentemente do lado de fora do centro médico e “abriu fogo contra os estrangeiros que entravam”, declarou o porta-voz do ministério do Interior, Sediq Sediqqi. “Infelizmente, três deles morreram e outros ficaram feridos. Outro policial da região atirou e o criminoso ficou ferido”, completou Sediqqi. Ainda não se sabe se todos os mortos eram médicos. De acordo com o jornal The New York Times, até o momento somente um dos mortos foi identificado, o médico Jerry Umanos, que trabalhava no hospital desde 2005.

“As motivações do ataque não estão claras. A investigação está em andamento”, afirmou um comunicado do ministério do interior. O ataque não foi reivindicado por nenhum grupo até o momento. Ainda segundo o ministério, o policial, chamado Ainuddin, estava na corporação havia dois anos e só recentemente fora lotado na unidade que faz a segurança do hospital.

Os ataques contra estrangeiros na capital afegã, que até há dois anos oferecia certa segurança para moradores de outros países, aumentaram nos últimos meses. Há menos de três semanas, a fotógrafa alemã Anja Niedringhaus morreu no leste do Afeganistão quando um policial disparou contra seu carro pouco antes de gritar “Alá é grande!”. Na ocasião, a repórter canadense Kathy Gannon ficou ferida. O policial foi preso. No final de março, um ataque suicida contra um abrigo de uma ONG americana deixou sete mortos. Entre eles estava uma menina de dez anos. Em janeiro, um ataque contra um restaurante em Cabul matou 21 pessoas, entre elas quatro funcionários das Nações Unidas e um representante do Fundo Monetário Internacional (FMI).

(Com agências EFE e France-Presse)