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Policiais dizem ter encontrado arma na casa de vice sunita do Iraque

Por Da Redação - 19 jun 2012, 13h22

Bagdá, 19 jun (EFE).- Diante do Tribunal Penal Supremo do Iraque, que julga o envolvimento do vice-presidente Tareq al Hashemi em supostos crimes de terrorismo, cinco policiais confessaram nesta terça-feira terem encontrado uma arma na residência dessa autoridade iraquiana.

Durante a sessão, o juiz escutou atentamente os testemunhos dos integrantes do grupo especial da polícia nacional, que revistaram a casa de Al Hashemi, onde disseram ter encontrado uma arma com silenciador, e do diretor de seu escritório, Ahmed Qahtan.

Além de ouvir os policiais, o Tribunal iraquiano também aceitou o pedido dos advogados de Al Hashemi para que na próxima sessão, prevista para o dia 8 de julho, o juiz escute outras duas testemunhas, cujas identidades não foram reveladas.

No entanto, o juiz voltou a rejeitar a reivindicação da defesa, que queria que o julgamento também incluísse o presidente da República, Jalal Talabani, o ex-vice-presidente xiita Adel Abdel Mahdi, o chefe do gabinete da Presidência, Nasser Al Aani, e mais cinco deputados da aliança política ‘Al Iraqiya’, a mesma do acusado.

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Al Hashemi e dezenas de guarda-costas estão sendo acusados de terem cometido pelo menos 150 atos armados, incluindo atentados com carros-bomba e com artefatos explosivos, assim como ataques contra peregrinos iraquianos e iranianos, oficiais das forças de segurança e parlamentares.

O vice-presidente sunita, acusado de ter ordenado parte desses assassinatos, buscou refúgio no Curdistão iraquiano após a emissão de uma ordem de prisão em dezembro de 2011. Desde o dia 9 de abril, Al Hashemi se encontra na Turquia.

A Interpol, por sua vez, emitiu um mandado de prisão e entrega ao Al Hashemi. Mas, até o momento, a Turquia se negou a atender esse pedido.

Al Hashemi chegou a Vice-Presidência do Iraque em 2006, ano em que três de seus irmãos foram assassinados por supostos grupos terroristas. EFE

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