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Polícia usou ‘robô-bomba’ para matar atirador de Dallas

O Marcbot já tinha sido usado antes por tropas dos EUA no Iraque. Equipado com uma câmera, o robô permite averiguar locais sem colocar em perigo as forças de segurança

Por Da Redação - 8 jul 2016, 14h21

O “robô-bomba” usado pela polícia de Dallas contra um dos autores do massacre registrado na última noite, Micah Xavier Johnson, nunca tinha sido utilizado antes pelas forças policiais nos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo especialista em robótica da New America Foundation, Peter Singer, autor do livro “Wired for War” (“Plugado para Guerra”, em livre tradução do inglês).

O chefe da polícia de Dallas, David Brown, explicou a repórteres que, após horas de negociações infrutíferas, e a fim de evitar qualquer perigo maior para os agentes, seu departamento decidiu usar o robô armado com uma bomba. “Nós não vimos outra opção”, acrescentou.

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Recheado de explosivos, o Marcbot (nome oficial do robô) já tinha sido usado antes por tropas dos EUA no Iraque. Equipado com uma câmera, o uso do robô permite averiguar locais perigosos sem colocar em perigo as forças de segurança americanas e, em caso de necessidade, pode ser detonado por um sinal remoto. Até o momento, a polícia americana havia usado o artifício apenas para negociar com sequestradores ou pessoas ameaçando suicídio.

Dallas – Cinco policiais morreram e outros seis ficaram feridos, além de civis, após atiradores dispararem em meio a um protesto contra a violência policial na noite da última quinta-feira, dia 7, em Dallas, no Estado americano do Texas. Um dos autores, identificado como Micah Xavier Johnson, de 25 anos, foi morto na cena do crime, e outras três pessoas foram detidas por participação nos ataques. Duas delas eram atiradores que dispararam de posições elevadas, apontaram as autoridades locais. Segundo o chefe da Polícia de Dallas, David Brown, Johnson dizia estar cansado da violência policial contra negros e que queria matar agentes brancos.

(Com ANSA)

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