Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Polícia tunisiana impede pela força vários protestos no centro de Túnis

Por Da Redação - 9 abr 2012, 12h59

Túnis, 9 abr (EFE).- A Polícia tunisiana utilizou gás lacrimogêneo nesta segunda-feira para impedir várias manifestações na avenida Habib Bourguiba, no centro da capital, onde os protestos estão proibidos desde o dia 28 de março.

Mais de mil pessoas, convocadas por vários partidos da oposição e organizações civis, tinham comparecido nesta rua para uma manifestação por causa do Dia Nacional dos Mártires, em homenagem às vítimas das revoltas que acabaram com o regime do presidente Zine el Abidine Ben Ali.

Centenas de forças antidistúrbios impediram com gás lacrimogêneo o acesso dos manifestantes a esta avenida, onde se encontra a sede do Ministério do Interior.

Além disso, um grupo de jovens desempregados, que também tinha convocado uma concentração de protesto na avenida, foi dispersado com gases antes que pudesse chegar à via.

Publicidade

Apesar da proibição e de um grande desdobramento policial, grupos de pessoas tentaram chegar à rua por diferentes pontos.

A oposição convidou todos os cidadãos a uma manifestação nesta segunda-feira em todas as ruas do país chamadas Habib Bourguiba, em memória do primeiro Chefe de Estado tunisiano, para protestar, precisamente, contra a proibição de realizar manifestações na avenida que leva o nome do primeiro chefe de Estado da Tunísia independente.

O ministro do Interior tunisiano, Ali Laaridi, justificou a proibição das manifestações nesta rua do centro da capital pelas queixas dos comerciantes e hoteleiros que se afirmam afetados pelas contínuas convocações de protesto que desembocam nesta via.

Grande parte da opinião pública se mostrou contra esta medida por considerá-la ‘contrária ao novo espírito de liberdade desde a derrocada do tirano Ben Ali precisamente em manifestações na Bourguiba’, como disse à agência Efe o ativista Rami Esgair.

Publicidade

‘Continuaremos insistindo até alcançar o que é nosso’, acrescentou Rami em referência a sua intenção e a de outros manifestantes de chegar à avenida, que se transformou em um símbolo das revoltas populares da ‘Primavera Árabe’ tunisiana. EFE

Publicidade