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Polícia prende um filho e o advogado de Sakineh no Irã

Eles estariam concedendo entrevista a dois jornalistas, também detidos

Mais uma polêmica no caso da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, a mulher que espera no corredor da morte o cumprimento de sua sentença no Irã. Um dos filhos e o advogado dela teriam sido presos pela polícia do país, junto a dois jornalistas alemães.

De acordo com a porta-voz do Comitê Internacional contra o Apedrejamento, Mina Ahadi, as forças de segurança iranianas entraram no escritório do advogado Houtan Kian, na cidade de Tabriz, no domingo à tarde, e detiveram as quatro pessoas, das quais não se sabe notícia desde então.

Mina contou, ao divulgar o caso nesta segunda-feira, que no momento da prisão o filho e o advogado de Sakineh estariam concedendo uma entrevista aos jornalistas, que não tiveram suas identidades divulgadas. A porta-voz do Comitê informou que entrou em contato com as autoridades alemãs, que não se manifestaram até o momento, assim como a imprensa do país.

Os dois filhos da iraniana já vinham sendo perseguidos por constantes apelos contra a execução da mãe. No início deste mês, chegaram a pedir asilo à Itália e ajuda ao Papa Bento XVI.

O caso – O drama de Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos e mãe de dois filhos, começou em 2006, quando ela recebeu 99 chibatadas por manter “relações ilícitas” com dois homens após a morte do marido, o que foi considerado adultério. No mesmo ano, a pena foi revista, e ela foi condenada à morte por apedrejamento. Quando o caso ganhou grande repercussão internacional, o Irã passou a acusá-la, também de homicídio, por participação na morte do marido. Depois de suspender a sentença por algum tempo na tentativa de amenizar os apelos em favor da mulher, em setembro passado a Procuradoria-geral do país decidiu que ela seria enforcada, como pena pelo segundo crime, mas a execução ainda não tem data para ocorrer.

(Com agência EFE)