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Polícia prende três funcionários de hospital de Calcutá

Incêndio deixou mais de 80 mortos na madrugada desta sexta-feira

Por Da Redação 9 dez 2011, 10h22

A polícia indiana prendeu nesta sexta-feira três funcionários do hospital que pegou fogo nesta madrugada, matando mais de 80 pessoas na cidade de Calcutá, informou o ministro de Incêndios e Serviços de Emergência da região de Bengala Ocidental, Javed Ahmed Khan.

As chamas, que foram controladas no final da manhã, começaram no subsolo do edifício por volta das quatro horas da manhã no horário local. Equipes de resgate começaram a retirar os corpos do prédio assim que o fogo foi extinto.

Segundo autoridades locais, as vítimas morreram por inalação de fumaça. Ainda não se sabe a causa do incêndio, mas uma investigação preliminar indicou que o hospital violava normas de segurança no subsolo. O local abrigava ao mesmo tempo um armazém de suprimentos médicos, um departamento de oncologia e um estacionamento. O hospital também não tinha detectores de fumaça, embora há apenas três anos tenha sido registrado um incêndio de grandes dimensões no local. A licença do hospital foi revogada.

Responsabilidade – A chefe do governo regional de Bengala, Mamata Banerjee, chegou às imediações do hospital no meio da manhã e apontou os gerentes do hospital privado como responsáveis pelo incidente. Ela atribuiu o incêndio a uma negligência que classificou como “crime imperdoável” e pediu que seja aplicada “a condenação mais rigorosa possível” aos responsáveis, dos quais já foi retirada a permissão para o exercício da atividade.

“Haverá detenções. Tomaremos medidas estritas contra o hospital” afirmou a chefe do governo regional, acrescentando que a polícia já iniciou uma investigação contra os proprietários do centro, os grupos empresariais Emami e Shrachi.

Uma pessoa que participou dos trabalhos de resgate relatou que houve muitas dificuldades para salvar no meio do caos cerca de 160 pessoas que ficaram presas, já que muitas portas e janelas estavam bloqueadas.

Famílias – Alguns familiares dos pacientes invadiram a recepção do hospital por causa da falta de informações e da falta de assistência às pessoas que ainda estavam nos andares mais altos do imóvel. Uma queixa amplamente expressada pelos familiares das vítimas foi a demora para a chegada dos bombeiros, que não se apresentaram ao hospital até duas ou três horas depois do início do acidente.

(Com agência EFE)

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