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Polícia prende 7 suspeitos de participação na morte do jornalista Décio Sá

Brasília, 13 jun (EFE).- A polícia militar do Maranhão (PM-MA) prendeu sete pessoas nesta quarta-feira acusadas de participar do assassinato do jornalista Decio Sá, que possivelmente teria sido vítima de uma vingança política em abril.

Segundo a imprensa local, os sete suspeitos, incluindo o principal acusado, foram detidos em uma operação baseada em várias denúncias anônimas sobre o caso.

Decio Sá foi assassinado na noite de 23 de abril, quando o mesmo se encontrava em um bar com amigos, por disparos efetuados por pelo menos duas pessoas, que, segundo as testemunhas, já teriam chegado ao local atirando.

O jornalista, de 42 anos, era repórter da área política do jornal Estado do Maranhão e também mantinha um blog investigativo, o que levou a polícia a suspeitar que alguma das denúncias feitas por Sá poderia ter motivado seu assassinato.

Segundo o blog do jornalista, que continua ativo graças ao trabalho de seus amigos, um dos detidos nesta quarta é o autor material do assassinato, um jovem de 24 anos e com uma longa ficha de crimes cometidos sob encomenda.

Outro dos acusados pelo assassinato, identificado como Valdênio José da Silva e que estava foragido, foi assassinado na segunda-feira na cidade de São Luís, capital do Maranhão.

O delegado Marcos Afonso Júnior, responsável pelo caso, disse que este último assassinato pode ter relação com a morte do jornalista, embora tenha esclarecido que as autoridades atuam com ‘muita cautela’, já que Silva também estava sendo acusado por outros crimes.

O assassinato de Sá foi condenado por associações de imprensa do Brasil e de todo o mundo, assim como pela Alta comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos (ACNUDH), Navi Pillay, que divulgou uma nota oficial para expressar sua ‘indignação’.

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que também se manifestou sobre o caso, lembrou que Sá foi o quarto jornalista assassinado neste ano no Brasil e, por isso, pediu às autoridades ‘para investigar o crime com prontidão’. EFE