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Polícia norueguesa acredita que atirador não agiu sozinho

Investigação buscará relações com os movimentos europeus de ultradireita

Por Da Redação 26 jul 2011, 06h49

A polícia norueguesa considera a possibilidade de o autor confesso do duplo atentado na Noruega, o ultradireitista Anders Behring Breivik, não ter agido sozinho, baseando-se em suas declarações e nas de algumas testemunhas da tragédia na qual morreram 76 pessoas.

O promotor da polícia norueguesa, Christian Hatlo, assegura em entrevista publicada nesta terça-feira no jornal local VG que a existência de possíveis cúmplices e colaboradores de Breivik está sob investigação.

Hatlo destaca que o agressor disse em seu primeiro comparecimento perante o juiz que sua organização contava com “duas células mais”, sem dar maiores detalhes, e apesar de ter reiterado antes que havia agido sozinho.

O promotor confirmou que realmente há uma espécie de rede na Noruega e em outros países europeus sustentada pela ideologia ultradireitista e a islamofobia, e que as forças de segurança não conseguiram até o momento traçar nenhuma conexão entre o detido e outros indivíduos.

No entanto, acrescentou que os investigadores consideram que Breivik “pode ter contado com a ajuda de outros para levar a cabo” os atentados da última sexta-feira, com o potente carro-bomba que explodiu no bairro governamental de Oslo e o tiroteio no acampamento da juventude social-democrata da Noruega.

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Além disso, o promotor assegurou que várias testemunhas relataram que havia pelo menos duas pessoas disparando contra os presentes no acampamento da ilha de Utoeya, onde morreram 68 pessoas, em sua maioria adolescentes e jovens.

Neste contexto, Hatlo integrou as operações policiais produzidas nos últimos dias – as mais notórias nos arredores de Oslo e na localidade polonesa de Breslau -, e que foram encerradas sem detenções nem apreensões significativas de material que pudesse ser utilizado para fabricar explosivos.

Além disso, Hatlo assinalou que Breivik pode ser acusado de “crimes contra a humanidade”, com o que pode ser condenado a até 30 anos de prisão, frente à pena máxima de 21 anos prevista pelo código penal norueguês.

Embora a pena máxima na Noruega seja de 21 anos de prisão, o código penal estabelece várias possibilidades para não deixar em liberdade criminosos confessos que representem um risco potencial para a sociedade.

(com Agência EFE)

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