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Polícia italiana interdita criadouro Green Hill e apreende 2,5 mil cachorros

Roma, 18 jul (EFE).- A polícia italiana interditou nesta quarta-feira as instalações da Green Hill, dedicada à criação de cachorros com objetivo de realizar pesquisas científicas, pela suspeita de um possível crime de maus-tratos aos animais.

A operação, que contou com mais de 30 agentes, é resultado de uma denúncia apresentada pelas associações Legambiente e Liga AntiVivisección (LAV) às autoridades judiciais da província de Brescia (norte da Itália), informaram as fontes policiais nesta quarta-feira.

Desta forma, além de lacrar as instalações da Green Hill em Montichiari, os agentes também apreenderam aproximadamente 2,5 mil cachorros da raça Beagle, tanto filhotes como adultos, que encontravam-se no local.

‘Esperamos que as investigações possam esclarecer definitivamente as condições reais que estes animais eram tratados’, afirmou o presidente de LAV, Gianluca Felicetti, em comunicado .

Segundo as associações de defesa dos animais, a Green Hill mantinha 2,5 mil cachorros, entre filhotes e adultos, para prática de dissecação de animais vivos, inclusive sem anestesia, com fins científicos.

No final de abril, as plataformas ‘Chiudere (Fechamos) Green Hill’ e ‘Occupy Green Hill’ realizaram um protesto na frente das instalações da companhia em Montichiari, que terminou com a prisão de 12 ativistas e a libertação de cerca de 30 cachorros.

Os ativistas denunciam que cada ano 900 mil animais, entre eles mil cachorros, são utilizados em 600 laboratórios italianos de pesquisas científicas de diferente tipo, algo que deverá ser mudado em breve com uma nova lei que proíbe a criação de cachorros, gatos e macacos para a realização de experimentos na Itália.

Este projeto de lei, que está em tramite no Senado, não impede totalmente a realização de pesquisas com estes animais, mas obriga o uso de anestesia nos laboratórios.

Após a operação contra a Green Hill, a Legambiente e LAV fizeram uma nova chamada aos senadores para que aprovem o mais rápido possível esta lei para garantir ‘uma investigação limpa, científica e eticamente aceitável’. EFE