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Polícia investigará se menino espanhol sofreu racismo em restaurante de SP

Por Da Redação - 3 jan 2012, 13h25

(corrige primeiro e quarto parágrafos)

São Paulo, 3 jan (EFE).- A Polícia Civil anunciou nesta terça-feira que vai averiguar se o menino espanhol, de apenas 6 anos, foi vítima de racismo em um restaurante da capital paulista, local de onde foi expulso ao ser confundido com um menino de rua.

‘Será aberta uma investigação para verificar se ocorreu uma coação ilegal, mas também tentaremos estabelecer se o caso pode ser enquadrado na lei de discriminação por raça ou cor’, disse à Agência Efe o delegado Márcio de Castro Nilsson, da 36º Delegacia da Polícia Civil (Perdizes), o responsável pela investigação.

O fato ocorreu na última sexta-feira em uma pizzaria de São Paulo e foi registrado no mesmo dia pela mãe do menino, uma turista espanhola de 42 anos, identificada apenas como Cristina. Ao lado de sua família, Cristina desembarcou no Brasil em meados de dezembro para passar férias.

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Segundo o casal espanhol, que na última segunda-feira retornaram para Barcelona, o filho de 6 anos, adotado na Etiópia, foi expulso do restaurante Nonno Paulo, localizado no bairro de Vila Mariana, por um empregado que teria se identificado como gerente.

De acordo com a ocorrência, a criança negra teria sido confundida com um menino de rua e levado pelo braço até a porta do estabelecimento.

Cristina garantiu que seu filho, que não fala português, estava sozinho na mesa, enquanto ela e o marido se serviam. Como não conseguiu esclarecer a situação ao empregado do restaurante, o menino acabou sendo expulso do local.

Após repararem que a criança não estava mais na mesa, os pais saíram em busca do garoto e o encontraram chorando na rua perto dali muito assustado.

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No entanto, o restaurante alega que ninguém tocou no menino e que ele mesmo teria se levantado da mesa e saído do estabelecimento ao ser perguntado por seus pais.

‘Até agora não escutei ninguém do restaurante. Mas, quero saber o que ocorreu, como trataram a criança, e quem estava no local nesse momento’, disse Nilsson.

‘Minha tese é que, pela situação relatada, ao menos uma coação ilegal ocorreu e talvez tenha ocorrido o crime de racismo, já que o menino negro foi expulso do estabelecimento aparentemente por suas características físicas’, acrescentou.

A legislação brasileira prevê penas de até quatro anos de prisão para quem cometer crime de racismo. EFE

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