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Polícia identifica casal como autor do tiroteio na Califórnia

Os suspeitos foram mortos em tiroteio com os agentes de segurança. Syed Farook, um homem de 28 anos, era funcionário do centro onde aconteceu o ataque

Por Da Redação - 3 dez 2015, 06h56

A polícia de San Bernardino, na Califórnia, Estados Unidos, identificou um homem e uma mulher suspeitos de serem os autores de um ataque a um centro de assistência para pessoas com necessidades especiais que deixou 14 mortos e 17 feridos nesta quarta-feira. Segundo as autoridades de segurança, os agressores, que foram mortos em um tiroteio com a polícia, formavam um casal.

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, o chefe de polícia de San Bernardino, Jarrod Burguan, identificou os suspeitos como Syed Farook, um homem de 28 anos e de nacionalidade americana, e Tashfeen Malik, uma mulher de 27 anos e de nacionalidade desconhecida.

Segundo o policial, Farook trabalhava como inspetor de saúde há cinco anos no Inland Regional Center, onde ocorreu o massacre. O atirador chegou a comparecer em uma confraternização de final de ano que acontecia no local nesta quarta-feira, mas teria deixado o prédio “enfurecido” e retornado momentos depois armado e junto com sua parceira para iniciar o ataque. O casal portava rifles de assalto e pistolas e os agentes encontraram três artefatos explosivos no local.

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O chefe de polícia explicou que, após o ataque, as investigações levaram os agentes a uma casa na cidade de Redlands, vizinha a San Bernardino, onde eles avistaram um veículo suspeito. Logo em seguida, houve uma perseguição que terminou com a morte do casal e com um policial ferido. Cerca de 20 oficiais participaram da perseguição.

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Em um primeiro momento, a polícia cogitou a participação de um terceiro atirador e chegou a deter uma pessoa que estava no local onde houve troca de tiros entre agentes de segurança e os suspeitos. No entanto, as investigações se concentram agora na hipótese de que Farook e Malik foram os únicos responsáveis pelo massacre.

Motivos – As autoridades indicaram que os motivos do crime ainda são desconhecidos, mas asseguraram que o incidente foi planejado e não se tratou de uma ação espontânea. Além disso, os investigadores não descartam que o ataque foi um ato terrorista.

Uma companheira de trabalho de Farook chamada Griselda Reisinger disse ao jornal Los Angeles Times que o suspeito era mulçumano devoto, mas não costumava falar sobre a sua religião e nem aparentava fanatismo. Segundo o Washington Post, um perfil de Farook em um site de relacionamentos o descreve como um “homem de 22 anos de família religiosa porém moderna”. Outros colegas de trabalho do atirador chegaram a afirmar que ele retornou recentemente de uma viagem para a Arábia Saudita com uma mulher que havia conhecido pela internet.

Ainda de acordo com o Washington Post, o diretor do Conselho de Relações Islã-Americanas, Hussam Ayloush, afirmou que casal tinha uma filha de seis meses, que foi deixada com a mãe de Farook na manhã de quarta-feira.

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Armas – Neste ano, os Estados Unidos registraram 355 tiroteios que deixaram quatro mortos ou mais cada um. O ataque desta quarta-feira, porém, se difere dos outros por ter envolvido mais de um atirador. O presidente americano, Barack Obama, lamentou o massacre e disse que epidemia de violência por armas de fogo no país “não tem paralelo no resto do mundo”. Ele voltou a pedir que o Congresso aprove leis mais rígidas para venda e porte de armas.

San Bernardino é uma cidade de pouco mais de 200.000 habitantes localizada a quase 100 quilômetros de Los Angeles.

(Com agência EFE)

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