Polícia identifica autor do ataque; ele era conhecido por sua radicalização

Segundo o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, o suspeito Yassin Salhi não tinha antecedentes criminais, mas era fichado como um 'sujeito que merece atenção'

Por Da Redação - 26 jun 2015, 08h56

Um bombeiro deteve o suspeito de ser autor do atentado desta sexta-feira em uma fábrica na cidade de Saint-Quentin-Fallavier, em Isère, no sudeste da França. Em um pronunciamento à imprensa, o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, informou que o suspeito se chama Yassin Salhi, tem 35 anos e era morador de Saint-Priest, pequena cidade perto de Lyon.

Salhi foi fichado pelas autoridades em 2006 por causa de sua radicalização islâmica, informou Cazeneuve. Ele não tinha antecedentes criminais, mas tinha sido fichado como um “sujeito que merece atenção” por suas ligações com movimentos radicais. Salhi “não era conhecido por estar relacionado com atores terroristas”; acrescentou Cazeneuve. O ministro também elogiou o bombeiro que o deteve por sua “coragem” e “frieza”. O homem, que está sendo chamado de herói na imprensa francesa, ainda não teve sua identidade revelada.

Leia também

Hollande deixa reunião da UE em Bruxelas para voltar à França

Publicidade

Homem decapitado é encontrado em possível ataque terrorista na França

França aprova lei de vigilância que dispensa autorização judicial prévia

Uma usina de gás foi alvo de um ataque terrorista na manhã desta sexta-feira na França. Segundo as informações preliminares, dois indivíduos entraram na usina da Air Products, em Saint-Quentin-Fallavier, no sudeste do país, com uma bandeira islamita e detonaram vários cilindros de gás. Os agentes também encontram um corpo decapitado ainda não identificado no local do ataque. As explosões deixaram pelo menos duas pessoas feridas. Não há informações se o outro suspeito é um dos feridos ou se ele fugiu do local.

O jornal regional Dauphiné Libéré disse que o ataque ocorreu por volta das 10h00 locais (05h00 de Brasília). A procuradoria antiterrorista abriu uma investigação, anunciou o procurador da República de Paris, François Moulins, em um comunicado.

Publicidade

(Da redação)

Publicidade