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Polícia entra em choque com manifestantes após invasão de estação em Paris

Linhas de trem e metrô seguem com circulação reduzida em todo a França; greve contra reforma da Previdência continuará durante o Natal

Por Da Redação - 23 dez 2019, 15h16

Confrontos entre manifestantes e policiais irromperam nesta segunda-feira, 23, na estação de trem Gare de Lyon, em Paris, em meio ao 19º dia de greve nacional contra o projeto de reforma da Previdência do governo do presidente francês, Emmanuel Macron.

A emissora francesa BFM transmitiu o confronto entre um batalhão de choque e cerca de 30 manifestantes que invadiram a estação Gare de Lyon, que é uma das mais movimentadas da capital francesa e é muita usada por frequentadores de estâncias de esqui próximas da região dos Alpes. Os manifestantes soltaram sinalizadores e fogos de artifício.

As estações de Gare du Nord, que serve de conexão para Londres, na Inglaterra, e Bruxelas, na Bélgica, e de Gare de l’Est também foram afetadas pela greve nesta segunda.

Paralisações, em especial na rede de transportes, têm ocorrido nas últimas duas semanas na França como protesto contra a proposta de reforma de previdência de Macron.

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A estatal ferroviária SNCF prevê um tráfego “ainda fortemente perturbado” nesta segunda. Apenas 40% dos trens de alta velocidade e trens expressos regionais e 20% dos trens suburbanos e um quarto dos trens de média distância estão funcionando. Na região de Paris, que conta com cerca de 15 linhas de metrô, seis permaneceram fechadas.

Na terça-feira, 24, véspera de Natal, os trens da região de Paris vão parar gradualmente de circular a partir das 18h, alertou a SNCF. Os grevistas marcaram um show em uma estação de trem e uma reunião em frente à Prefeitura como “conjunto de iniciativas para celebrar o Natal entre grevistas” na “segunda e terça”, disse o secretário-geral do sindicato CGT-Cheminots, Laurent Brun.

Reforma

Laurent Pietraszewski, novo responsável pela reforma da previdência após o pedido de demissão de Jean-Paul Delevoye em meio a escândalo de conflito de interesses, deve apresentar “um programa e cronograma de consultas nesta segunda”, agendando reuniões com os sindicatos e movimentos sociais para o início de janeiro.

As propostas apresentadas pelos manifestantes relativas à progressividade da redução da idade de aposentadoria ou do nível de aposentadoria, deveriam “permitir retornar ao trabalho”, disse Pietraszewski no domingo 22.

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O governo pretende mesclar os 42 regimes de aposentadoria em vigor atualmente na França em um mesmo sistema de pontos, encerrando pensões especiais para muitos servidores públicos.

O projeto original mantém a idade legal de aposentadoria em 62 anos, mas “incentivará as pessoas a trabalhar por mais tempo” por meio de um sistema de recompensas e penalidades, como disse Édouard Philippe, o primeiro-ministro do governo Macron, no início de dezembro.  O objetivo é que, até 2025, os trabalhadores se aposentem em média aos 64 anos de idade.

(Com AFP e Reuters)

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