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Polícia de Londres investigará festas do governo durante lockdown

Apuração foi anunciada um dia após emissora revelar que Boris Johnson realizou comemoração de seu aniversário durante quarentena

Por Da Redação Atualizado em 25 jan 2022, 09h31 - Publicado em 25 jan 2022, 09h16

A Polícia Metropolitana de Londres anunciou nesta terça-feira, 25, que decidiu abrir uma investigação criminal sobre festas realizadas em Downing Street, sede do governo do Reino Unido, durante períodos de restrições mais duras para conter a pandemia de Covid-19.

A abertura da investigação foi anunciada um dia após a rede ITV New revelar que o premiê realizou uma festa para comemorar seu aniversário durante o primeiro lockdown no país, em junho de 2020, quando reuniões em ambientes fechados estavam proibidas. Segundo a emissora, cerca de 30 pessoas teriam participado do evento.

Em entrevista coletiva, a comissária Cressida Dick afirmou que a polícia apura “possíveis violações dos regulamentos do Covid-19” na residência oficial do primeiro-ministro Boris Johnson desde 2020. Ela afirmou ainda que a investigação policial conta com informações fornecidas pela equipe de Sue Gray, funcionária pública que conduz uma investigação na esfera administrativa.

É esperado que Sue Gray apresente um relatório no fim deste mies sobre acusações de que funcionários do governo faziam festas com a temática “traga sua própria bebida” e “sextas-feiras do vinho” enquanto o Reino Unido estava sob restrições contra o coronavírus entre 2020 e 2021.

Além disso, funcionários teriam feito festas em momentos “insensíveis”. Há duas semanas, o governo britânico pediu desculpas à Família Real por duas festas para funcionários realizadas na noite anterior ao funeral do príncipe Philip. As reuniões ocorreram em 16 de abril de 2021 e seguiram até a madrugada.

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O escândalo conhecido como “Partygate”, que já soma ao menos 17 festas enquanto boa parte do país estava sob lockdown, resultou na maior crise enfrentada pelo primeiro-ministro durante seu governo. 

Na semana passada, em mais um duro golpe, Johnson foi acusado por um ex-conselheiro de ter mentido ao Parlamento durante depoimento. Segundo Dominic Cummings, influente ex-assessor do premiê, Johnson teria faltado com a verdade quando disse que uma das festas que participou se tratava, na verdade, de uma reunião de trabalho.

Cummings disse estar disposto a falar sob juramento que o primeiro-ministro foi alertado que a festa em maio de 2020 para funcionários da residência oficial quebrariam as restrições contra o coronavírus. Segundo ele, há outras testemunhas que podem provar a afirmação, sem especificar quem seriam.

De acordo com o ex-conselheiro, ele próprio e outra pessoa avisaram ao premiê que uma festa havia sido organizada pelo secretário Martin Reynolds, que em um e-mail pediu que colegas levassem suas próprias bebidas.

“O primeiro-ministro foi avisado sobre esses convites, ele sabia que era uma festa, ele mentiu ao Parlamento”, escreveu Cummings.

Johnson, por sua vez, nega ter sido alertado. Ao Parlamento, ele disse que participou da festa, mas que considerou um encontro de trabalho que não seguiu devidamente as regras. “Quando entrei naquele jardim pouco depois das seis horas em 20 de maio de 2020 para agradecer a um grupo de funcionários por 25 minutos, acreditei implicitamente que era um evento de trabalho. Em retrospectiva, entendo que deveria ter mandado todos de volta para dentro”, completou. 

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