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Polícia de Hong Kong força manifestantes a deixarem o Parlamento

Prédio ocupado é esvaziado com massivo uso de gás lacrimogênio ao final de protesto contra retorno da cidade ao domínio de Pequim

A polícia de Hong Kong iniciou a operação de remoção das centenas de manifestantes pró-democracia que ocupavam o Palácio Legislativo depois de 0h (11h de segunda-feira, 1, em Brasília) com massivo uso de gás lacrimogênio. Armados e protegidos com capacetes, os policiais também avançaram, batendo os escudos no chão, contra os manifestantes defendidos por barricadas nas proximidades do Parlamento.

“Suas atividades têm afetado seriamente a ordem pública e a segurança pública”, gritou o comandante das forças policiais antes de avançar. “Por favor, saiam imediatamente ou a polícia tomará mais ações.”

Segundo o jornal The New York Times, a polícia de Hong Kong havia recuado anteriormente para evitar confronto com os manifestantes, que quebraram os vidros do Parlamento e invadiram o prédio. De dentro do edifício, pediram a libertação dos companheiros presos nas manifestações contra a lei de extradição e contra o governo de Carrie Lam, alinhado a Pequim. “Regime assassino”, foi uma das mensagens fixadas na parede do Parlamento.

Segundo o jornal South China Morning Post, 54 pessoas foram hospitalizadas em decorrência dos protestos desta segunda-feira, entre as quais três estão em estado grave. Não foi divulgada pela polícia a possível prisão de manifestantes.

Os protestos de 1º de julho marcaram o 22º aniversário do retorno da cidade à China, depois do domínio britânico. Parte da população de Hong Kong se opõe ao domínio de Pequim e, a cada ano, reitera sua oposição. O Partido Comunista Chinês rebateu, como usualmente, dizendo que a manifestação não passa de uma “performance ritualística”, mas neste ano “cruzou a linha vermelha”.

“Esses agressores violentos são tão arrogantes que não prestam a atenção na lei de Hong Kong nem um pouco, uma cena que enfurece e entristece aqueles que amam a cidade”, informou o PC, segundo o South China Morning Post.