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Polícia britânica trata explosão perto de mesquita como ato terrorista

Ninguém ficou ferido. Ataque ocorreu horas depois de milhares de pessoas acompanharem o funeral do soldado Lee Rigby, morto a facadas em Londres

A polícia britânica está investigando a explosão de uma bomba do lado de fora de uma mesquita em Tipton, West Midlands, nesta sexta-feira. O incidente está sendo tratado como terrorismo. A explosão ocorreu no mesmo dia em que foi realizado o funeral do soldado Lee Rigby, morto a facadas no dia 22 de maio, em Londres. Normalmente, a mesquita estaria cheia no momento da explosão, pouco depois das 13 horas locais, mas as orações foram antecipadas em uma hora devido ao Ramadã, e ninguém se feriu.

A bomba foi deixada em uma linha ferroviária abandonada que fica atrás da mesquita. A explosão deixou vários pregos e destroços na área. O porta-voz da polícia local explicou que o caso está sendo tratado como terrorismo devido ao artefato rudimentar usado na explosão, que indicaria a “intenção de causar graves danos”. Acrescentou que não há registros de incidentes anteriores desse tipo na mesquita, apesar de alguns moradores terem afirmado que ameaças haviam sido recebidas, informou o jornal The Guardian. O ataque ocorre poucas semanas depois de outro atentado ser registrado perto de uma mesquita localizada em Walsall.

Duas horas antes da explosão desta sexta, milhares de pessoas se reuniram em Bury, no noroeste do país, perto de Manchester, para acompanhar o funeral de Rigby. O primeiro-ministro David Cameron e o prefeito de Londres, Boris Johnson, estavam entre os presentes. O filho de dois anos do soldado vestia uma camiseta azul com os dizeres “meu pai, meu herói”. Rebecca, a mulher do fuzileiro, agradeceu a solidariedade das pessoas. “Existem tantas pessoas generosas por aí. É horrível pensar que algo deste tipo precisa acontecer para você perceber quantas pessoas boas existem”.

Selvageria – Os terroristas que assassinaram Rigby estão em uma prisão de segurança máxima em Belmarsh, no sudeste de Londres, e devem ser julgados em novembro. Michael Adebolajo, de 28 anos, e Michael Adebowale, de 22, foram filmados e fotografados por testemunhas que passavam pelo local no dia do ataque. Pouco depois de mutilar Rigby usando facas de açougueiro, Adebolajo foi filmado, com um celular, por uma testemunha: “Nós juramos por Alá que nunca deixaremos de lutar contra vocês. O único motivo pelo qual fizemos isso é porque muçulmanos morrem todos os dias”, disse, ainda com sangue nas mãos.