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Polícia britânica não descarta outros casos de contaminação

Uma mulher morreu após ter sido envenenada por um agente neurotóxico; substância é a mesma usada no caso do ex-espião russo Skripal

Por Da Redação 9 jul 2018, 15h03

O chefe da polícia antiterrorista do Reino Unido afirmou nesta segunda-feira (9) que podem haver mais casos de pessoas expostas ao agente neurotóxico responsável pela morte de uma mulher ontem (8) e pelo envenenamento um ex-espião russo e sua filha hospitalizados em março.

“Simplesmente, não posso oferecer nenhuma garantia”, afirmou Neil Basu, recordando que as autoridades de saúde “destacaram que o perigo para o público em geral é baixo”.

Basu explicou que 21 pessoas foram a centros médicos porque estavam se sentindo mal e achavam ter sido expostas a esta substância. Mas nada foi constatado a partir dos exames, e todas receberam alta sem maiores complicações.

Dawn Sturgess, uma britânica de 44 anos, morreu na tarde de ontem após ter sido hospitalizada em estado grave em 30 de junho, em Amesbury, no condado de Wiltshire. Ela e seu seu companheiro, um homem de 45 anos que permanece internado, foram envenenados pela mesma substância que deixou o ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha, Yulia, internados durante meses depois de serem contaminados em Salisbury, no mesmo condado.

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Na época em que pai e filha foram envenenados, o governo britânico acusou a Rússia de ter ordenado o ataque, uma vez que a toxina era a mesma utilizada por soviéticos durante a Segunda Guerra Mundial. O Kremlin negou ter envolvimento com o ocorrido, e o incidente chegou a causar uma crise diplomática entre os dois países, com diplomatas sendo expulsos das duas nações.

Após o envenenamento de Sturgess e Rowley, o governo da Rússia veio a público e repudiou o caso, afirmando que o uso “deste tipo de substância” na Europa é “alarmante”. O vice-presidente do Comitê de Defesa da Duma (Câmara de Deputados), Yuri Shvytkin, afirmou também que, na realidade, esse segundo episódio demonstra que a Rússia nada teve ver com o caso Skripal.

Após a morte de Sturgess, a polícia britânica iniciou uma investigação por homicídio, mas ainda não comentou sobre a possibilidade da Rússia estar por trás do caso.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, reagiu imediatamente ao anúncio da morte da vítima. “Estou horrorizada e consternada pela morte de Dawn Sturgess”, declarou a premiê, citada em um comunicado.

“A Polícia e os agentes de segurança trabalham para esclarecer os fatos”, continuou. “O governo dá todo seu apoio à população local, que se vê diante dessa tragédia”.

(Com AFP)

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