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Piratas já faturaram US$ 150 milhões

Por Da Redação
21 nov 2008, 14h16

Lanchas dos piratas ao lado do navio Faina, cuja carga inclui 33 tanques de guerra

Os piratas somális que atuam no Golfo de Áden, ao norte do Oceano Índico, já faturaram mais de 150 milhões de dólares este ano com o seqüestro de embarcações. O anúncio foi feito nesta sexta-feira pelo ministro das Relações Exteriores do Quênia Moses Wetangula, que pediu aos proprietários de navios que não paguem resgate quando suas embarcações forem seqüestradas.

Para Wetangula, o pagamento torna os piratas cada vez mais ousados. Desde o começo do ano já foram mais de 90 navios capturados. Nas duas últimas semanas, os piratas intensificaram suas ações, seqüestrando oito navios, e perpetraram seu ataque mais ambicioso: o seqüestro do superpetroleiro saudita Sirius Star.

O petroleiro está avaliado em 250 milhões de dólares � 100 milhões pela carga e 150 milhões pelo navio. A embarcação chega a ser três vezes maior do que um porta-aviões americano. As proporções do navio foram justamente o que facilitou a ação dos piratas. Cheio, o Sirius Star fica a apenas 3,5 metros de altura da linha do mar e se desloca a cerca de 22 quilômetros por hora. Para seqüestrar o petroleiro, os piratas atacaram a traseira do navio, onde não há cobertura de radares, e então tomaram o convés.

O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita Saud Al-Faisal disse que o governo do país não vai negociar com os bandidos, mas que não tem poder algum sobre a decisão dos donos do navio.

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As declarações do chanceleres queniano e saudita foram feitas nesta sexta, durante um encontro de diplomatas para discutir a atuação de piratas no leste da África. Países da Europa e da Ásia anunciaram na quinta o lançamento de uma ofensiva naval de larga escala contra os piratas somalis.

Tensão � A situação na região do Golfo de Áden se tornou ainda mais crítica na quarta-feira, depois que um navio de guerra indiano atacou uma embarcação de piratas que teriam capturado mais três navios depois do Sirius Star.

A fragata indiana INS Tabar destruiu uma das principais embarcações dos piratas depois de ter sido alvo de disparos. Este é o maior golpe até o momento contra os bandidos e a primeira vez eles têm um de seus principais navios destruído. Para o Escritório Marítimo Internacional, os ataques de piratas somalis se tornaram “incontroláveis”.

O navio de guerra russo Neustrashimi escoltará nove navios de diferentes nacionalidades ao longo da costa da Somália, segundo informaram nesta sexta as Forças Armadas russas. A Marinha russa também anunciou que fará presença permanente no nordeste da África e no Golfo de Áden.

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