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Pirataria e armas da Líbia preocupam Benin e Costa do Marfim

Por Da Redação 15 nov 2011, 12h27

Cotonou, 15 nov (EFE).- Os presidentes do Benin, Boni Yayi, e Costa do Marfim, Alassane Ouattara, manifestaram nesta terça-feira sua ‘profunda preocupação’ com a circulação descontrolada de armas procedentes da Líbia e o aumento da pirataria no Golfo da Guiné.

Em comunicado conjunto emitido na capital do Benin, Cotonou, onde está Ouattara, os dois líderes disseram que analisaram ‘a situação sociopolítica da Líbia’ e que ‘demonstraram uma profunda preocupação pela proliferação de armas, que representa uma grave ameaça à paz e à segurança desse país e da região’, indica a nota.

A preocupação dos dois presidentes também é compartilhada por outros líderes africanos, como o primeiro-ministro do Níger, Brigi Rafini, que nesta segunda-feira alertou que a circulação descontrolada de armas procedentes da Líbia, após a queda do regime de Muammar Kadafi, é ‘uma ameaça para a região e o mundo inteiro’.

Yayi e Ouattara desejaram que ‘os esforços do Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio garantam a continuação da pacificação efetiva do país por meio da organização de eleições democráticas’.

Quanto à pirataria, os dois governantes manifestaram sua preocupação com ‘o ressurgimento’ desse problema nas águas do Golfo da Guiné, e defenderam uma ‘cooperação mais eficaz e eficiente para solucionar essa situação’.

Para acabar com esse fenômeno, Yayi e Ouattara decidiram ‘trocar informações e promover reuniões entre as Marinhas mercantes de ambos os países, e entre seus serviços de segurança e defesa, incluindo a participação em exercícios militares conjuntos’.

O Benin é um dos países mais prejudicados pelos ataques piratas no Golfo da Guiné, o que fez com que o número de navios que navegam por sua costa caísse de 150 para menos de 50 por mês, segundo o Escritório Regional das Nações Unidas para a África Central (UNOCA).

Em outubro, Benin e Nigéria iniciaram patrulhamentos conjuntos contra o crescente número de assaltos no Golfo da Guiné. EFE

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