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Piores crimes na Costa do Marfim foram cometidos por forças do ex-presidente

Por Sia Kambou - 2 jun 2012, 21h01

O promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno-Ocampo, disse neste sábado, numa entrevista coletiva em Abidjan, que os crimes mais graves ocorridos durante a crise pós-eleitoral na Costa do Marfim, entre 2010 e 2011, foram cometidos pelas “forças” do ex-presidente Laurent Gbagbo.

“Acho muito importante que as pessoas acompanhem as discussões do Tribunal, para que entendam com detalhes o que aconteceu na Costa do Marfim”, disse o promotor.

Luis Moreno-Ocampo chegou ontem a Abidjan, onde se encontrou com o líder atual, Alassane Ouattara. Hoje, reuniu-se com representantes do partido de Laurent Gbagbo, a Frente Popular Marfinense.

Gbagbo está preso desde novembro de 2011, em Haia, pelo TPI, acusado de “coautoria indireta” de crimes contra a Humanidade e de guerra cometidos por suas forças durante a crise.

O ex-presidente gerou uma crise ao não reconhecer sua derrota nas eleições presidenciais de novembro de 2010, que terminou em 11 de abril de 2011, após duas semanas de guerra. Três mil pessoas morreram.

A audiência de confirmação de acusações, que deve permitir aos juízes determinar se as provas reunidas pela acusação contra o ex-presidente são suficientemente sólidas para a realização de um julgamento, deve começar no próximo dia 18.

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