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Pfizer adia entrega da vacina contra Covid-19 a oito países europeus

Problema que atrasou envio já foi solucionado; Espanha foi uma das nações afetadas

Por Da Redação Atualizado em 28 dez 2020, 12h25 - Publicado em 28 dez 2020, 10h53

O transporte das vacinas, desenvolvidas pela Pfizer em conjunto com a BioNtech contra a Covid-19 para oito países europeus, sofrerá um atraso no cronograma de entrega. A mudança de planos foi anunciada pelo Ministério da Saúde da Espanha e pelo próprio grupo farmacêutico um dia depois do início da campanha de imunização na União Europeia (UE).

“Devido a um pequeno problema de logística, modificamos o cronograma de um número limitado de entregas. A questão de logística foi resolvida, e as entregas estão sendo despachadas. Não há problemas de fabricação”, disse o diretor global de comunicações da Pfizer, Andrew Widger. Um dos países mais afetados da Europa com 50.000 mortos, a Espanha deveria receber nesta segunda-feira 350.000 doses da vacina fabricada pelos laboratórios Pfizer e BioNTech. Com exceção da Espanha, ainda não foi revelado quais são os outros sete países que tiveram um atraso nas encomendas.

“A Pfizer Espanha indica que foi informada por sua fábrica de Puurs (Bélgica) sobre o atraso nos envios para oito países, incluindo a Espanha, devido a um problema no processamento de carga e envio”, afirma o Ministério em um comunicado. O próximo carregamento de vacinas chegará à Espanha na terça-feira, 29, acrescentou o órgão.

A Europa é até agora a região mais atingida pela pandemia da Covid-19 no mundo, com mais de 25,4 milhões de casos e quase 550.000 vítimas fatais. Além da vacina Pfizer/BioNTech, a UE está em vias de aprovar outros fármacos em breve, como a da AstraZeneca e Oxford, provavelmente no início de janeiro.

Sem fogos de artifício

Antes da UE, alguns países começaram campanhas de vacinação contra o coronavírus, começando pela China e depois a Rússia, o Reino Unido, os Estados Unidos, o Canadá, a Suíça, o México, a Costa Rica e o Chile. Paralelamente à imunização, no entanto, cada vez mais localidades detectam casos da nova cepa de coronavírus descoberta inicialmente no Reino Unido. Canadá, Itália, Suécia, Espanha, Portugal, Japão e Coreia do Sul estão entre os casos mais recentes de detecção da variante.

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Ao longo do fim de semana, vários países voltaram a instaurar medidas de restrição, incluindo o território britânico de Gibraltar, que anunciou um toque de recolher noturno. Israel iniciou no domingo um severo terceiro confinamento. O Exército do país começou a vacinar os soldados nesta segunda-feira, com 17 tendas para a campanha em diversos pontos do território. Até o momento 380.000 pessoas receberam a primeira dose no Estado hebreu.

A Arábia Saudita, o país árabe do Golfo mais afetado pela pandemia, anunciou a prorrogação por uma semana do fechamento de suas fronteiras terrestres e marítimas e da suspensão dos voos internacionais, devido à variante britânica do coronavírus. O Brasil também suspendeu a entrada de voos do Reino Unido.

Diante da ameaça de um novo surto do vírus com a chegada do inverno, a China, onde o coronavírus foi detectado pela primeira vez no fim do ano passado, reforçou os controles médicos, com verificação da temperatura, testes e inspeções nos aeroportos.

E a despedida de um ano difícil, que acontecerá daqui a três dias, não contará com grandes celebrações. Na Austrália, os moradores de Sydney não poderão comparecer à baía da cidade para contemplar o tradicional espetáculo de fogos de artifício após o aumento de casos na cidade, a mais populosa do país.

(Com AFP e EFE)

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