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Petroleiras investirão US$ 1 bilhão para deter vazamentos

Empresas se uniram para desenvolver sistema contra novos desastres no Golfo do México

Por Da Redação - 21 jul 2010, 23h13

Grandes empresas petrolíferas se comprometeram a gastar 1 bilhão de dólares para desenvolver um novo sistema para deter vazamentos de petróleo no Golfo do México. A decisão é uma resposta ao desastre ambiental provocado pela explosão de uma estação de petróleo da BP.

O procedimento a ser desenvolvido tem como foco estruturas em profundidades de até 3.000 metros e terá uma capacidade inicial de conter 100 mil barris diários, ou 15,9 milhões de litros. As empresas, entre elas ExxonMobil e Royal Dutch Shell, estimam que o equipamento estará disponível no prazo de seis meses e pronto para ser usado em 18 meses.

A operação caberá a uma nova organização sem fins lucrativos batizada de Marine Well Containment Company. Outras companhias envolvidas em perfurações no Golfo serão convidadas para participar da organização.

Segundo documento divulgado pelas empresas, “uma vez construídos, os componentes do sistema serão completamente testados para garantir sua funcionalidade e serão mantidos em constante estado de prontidão. No caso de um futuro incidente, a mobilização começará dentro de dias e o sistema estará completamente operacional em semanas.”

Após o anúncio, o CEO da Exxon Mobil, Rex Tillerson, disse esperar que o novo sistema nunca precise ser utilizado. “Se nós fizermos nosso trabalho apropriadamente, ele nunca será usado”, afirmou.

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Hayward – A BP negou que o presidente executivo, Tony Hayward, esteja prestes a deixar a empresa. O porta-voz da petroleira informou que Hayward, criticado por uma série de gafes e pela demora em tampar o vazamento, tem total apoio do conselho de direção da empresa e permanecerá no cargo, desmentindo reportagem do jornal londrino The Times.

Novo método – A empresa pensa em usar um novo método para vedar o poço Macondo, com injeção de lodo pesado na boca do poço desde a superfície marinha. O processo, batizado de ‘Static Kill’ (‘Morte Estática’), será estudado nos próximos dois dias.

Esse procedimento é similar ao anterior, quando a companhia tentou injetar uma mistura de cimento e lodo pesado para vedar o poço, sem sucesso, em maio. A diferença é que agora a BP conta com um aparelho de contenção sobre o poço, que o mantém fechado e permitiria a injeção da mistura sob pressão e velocidade baixas, aumentando as chances de sucesso.

Desastre – A maré negra foi provocada pela explosão e naufrágio da plataforma petrolífera Deepwater Horizon no dia 20 de abril. O acidente, que matou 11 pessoas, também arrasou a vida dos habitantes dos estados do Texas, Louisiana, Mississipi, Alabama e Flórida, que vivem da pesca e do turismo. Segundo as estimativas mais recentes da BP, a catástrofe já custou quase 4 bilhões de dólares aos cofres da empresa.

(Com Reuters)

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