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Pesquisas na Tunísia apontam vitória de Essebsi

Partidários do opositor laico já comemoram possível vitória

Por Da Redação 21 dez 2014, 19h05

Com mais de dez pontos percentuais de diferença, diversas pesquisas de boca de urna apontam o candidato laico de oposição Beji Caid Essebsi como vencedor das eleições presidenciais da Tunísia, cujo segundo turno foi realizado neste domingo.

De acordo com as pesquisas, citadas por Mohcen Marzuk, diretor de campanha de Essebsi, o candidato teria alcançado entre 55,5% e 56,5% dos votos em comparação ao presidente em fim de mandato, Moncef Marzouki, que teria conseguido entre 43,9% e 45,5%, segundo as primeiras estimativas.

Os dados foram citados pelo diretor de campanha em entrevista coletiva realizada pouco depois do fechamento dos centros de votação. Milhares de cidadãos começaram a festejar antecipadamente o triunfo de Essebsi e foi possível ouvir sons de buzinas de carros por todas as ruas do centro e dos bairros periféricos da capital.

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Embora não tenha desmentido a derrota, o diretor de campanha de Marzouki, Adnan Manser, declarou que a diferença entre os candidatos não corresponde ao anunciado pelos seus rivais, e denunciou ‘várias infrações eleitorais’ que, segundo ele, foram cometidas durante o segundo turno.

Essebsi ganhou o primeiro turno e viu o partido que ele fundou, o Nidá Tunis, vencer as legislativas realizadas em 26 de outubro com 86 cadeiras frente às 69 do partido islamita Al-Nahda.

A escolha do primeiro presidente eleito da Tunísia marca a última etapa da transição do país norte-africano para a plena democracia na esteira da revolução de 2011, que depôs o veterano autocrata Zine el-Abidine Ben Ali. Esta foi a primeira vez que os tunisianos votaram livremente para presidente desde a independência da Tunísia em 1956.

Ex-funcionário da era Ben Ali, Essebsi, de 88 anos, apresentou-se na campanha como um estadista experiente com capacidade para administrar a economia e a segurança tunisianas, desdenhando os críticos que temem a volta de figuras do antigo regime.

Já Marzuki, de 69 anos, é um ativista de direitos humanos dissidente do regime autocrático de Zine El Abidine Ben Ali, que deixou a Tunísia em 2011 após manifestações populares contra seu governo. Desde então, Marzouki tem atuado como presidente interino da Tunísia, após ter sido eleito por uma assembleia constituinte.

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