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Pesquisa indica vantagem de 18 pontos de Chávez sobre Capriles

Caracas, 5 mar (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem vantagem de 18 pontos sobre o candidato da oposição, Henrique Capriles, nas intenções de voto das eleições presidenciais de outubro, conforme indicou uma pesquisa feita pela Hinterlaces e divulgada nesta segunda-feira pelo canal de televisão ‘Venevisión’.

A pesquisa da Hinterlaces, realizada entre 24 de fevereiro e 1º de março a partir de 730 entrevistas, indica que 52% dos consultados afirmaram que se as eleições fossem no próximo fim de semana votariam em Chávez, enquanto 34% prefeririam Capriles.

Esses números, indica a empresa responsável pela pesquisa, aumentam ligeiramente a vantagem de 49% contra 37% que Chávez tinha sobre Capriles logo após as primárias de 12 de fevereiro, que transformaram o também governador do estado de Miranda no candidato de unidade da oposição.

Além disso, a avaliação da gestão de Chávez atingiu 66% de aprovação (dois pontos acima de janeiro), contra 31% dos que rejeitam seu desempenho, de acordo com a pesquisa, que tem uma margem de erro de 3,5%.

O levantamento abordou ainda vários dados relacionados à hipótese de que Chávez, que extraiu um tumor cancerígeno no último dia 26 e deverá se submeter à radioterapia, não possa se apresentar às eleições de outubro.

Questionados sobre a doença do presidente, que no domingo informou que o tumor que retirou é cancerígeno e que se submeterá à radioterapia, 49% dos venezuelanos afirmaram acreditar que seja grave, mas 71% acham que o governante conseguirá se curar e participar da disputa.

Apesar de Chávez ter informado sobre o novo tumor após garantir que tinha se recuperado do câncer que teve diagnosticado em junho em Cuba, 54% acham que o presidente não mentiu, enquanto 35% acreditam que tenha faltado com a verdade.

A pesquisa trouxe ainda opiniões sobre um cenário eleitoral sem Chávez. Para 49% dos entrevistados, se o presidente não concorrer a oposição sairá vitoriosa, frente a 36% que apostam pelo chavismo.

Além disso, 55% dos questionados consideram que não há um líder dentro do governo que possa continuar a tarefa do presidente se ele abandonar a política, contra 36% que avaliam o contrário.

A maioria, 54%, considera que o presidente não deveria se retirar da política para cuidar de sua saúde, enquanto 39% acham que deveria fazê-lo. EFE