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Perto do fim do prazo, Netanyahu forma estreita coalizão para novo governo

O primeiro-ministro teve de se esforçar e fazer concessões para conseguir o apoio de 61 dos 120 membros do Knesset, o Parlamento isralense

Por Da Redação Atualizado em 10 dez 2018, 09h46 - Publicado em 7 Maio 2015, 00h21

Faltando menos de duas horas para o fim do prazo legal, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alcançou nesta quarta-feira uma coalizão política para formar um novo governo. A maioria formada, no entanto, é bastante estreita. O premiê teve de se esforçar e fazer concessões para conseguir o apoio de 61 dos 120 membros do Knesset, o Parlamento isralense. Governará com uma coalizão formada por partidos de direita e religiosos, como apontou o jornal The New York Times.

Ao anunciar o acordo, Netanyahu indicou que continuará buscando apoio para reforçar a coalizão. “Eu disse que 61 é um bom número, e 61 mais alguns é ainda melhor. Nós teremos muito trabalho pela frente”, disse, ao lado do chefe do partido Lar Judaico, o ultranacionalista Naftali Bennett, que prometeu apoiar o premiê “pelo sucesso do país” – mas exigiu o Ministério da Justiça para conceder o apoio dos parlamentares da legenda, que defende a expansão dos assentamentos na Cisjordânia ocupada e é contra a criação de um Estado palestino.

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Analistas ouvidos pelo NYT consideram que o acordo fechado no último minuto e a pequena maioria resultante das conversas refletem as fraturas do sistema político israelense. Dez partidos ocupam assentos no Parlamento, sendo que o maior deles, o Likud, de Netanyahu, ocupa trinta cadeiras – um quarto do total.

Na terça-feira, o primeiro-ministro já havia fechado acordos com três legendas: o Kulanu, de centro-direita, uma dissidência do Likud, e os ultraortodoxos Shas e Judaímo Unido da Torá. A reta final das negociações ocorreu depois do anúncio, na segunda-feira, de que o chanceler linha-dura Avigdor Lieberman não participaria do novo governo.

Comentários feitos pelo premiê e por outras lideranças do Likud sugerem que o partido planeja atrair Isaac Herzog, chefe do Campo Sionista, de centro-esquerda, oferecendo-lhe o cargo de ministro de Relações Exteriores em um governo de unidade nacional. Mas as declarações de Herzog indicam que a empreitada não será fácil. Nesta quarta ele chamou a coalizão de “governo de falha nacional”. Nas redes sociais, afirmou que o governo “não tem responsabilidade ou estabilidade”. Os detalhes do acordo devem ser finalizados nesta quinta e o novo governo deve ser empossado na próxima semana.

Vídeo Mundo Livre: Israel deu uma guinada à direita? Que nada

https://www.youtube.com/watch?v=VgMvZRB1Ssw

(Da redação)

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