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Personalidades assinam carta para apoiar asilo de Assange no Equador

Redação Central, 26 jun (EFE).- Os cineastas Michael Moore, Oliver Stone e Danny Glover; as escritoras Naomi Wolf e Jemima Khan, e o intelectual Noam Chomsky são algumas das 5 mil pessoas que assinaram a carta que pede para o presidente do Equador, Rafael Correa, conceder asilo político ao fundador de Wikileaks, Julian Assange.

A carta foi escrita através da plataforma digital Just Foreign Policy, uma organização independente que avalia a política externa americana, e ainda está aberta para receber mais assinaturas de apoio a Assange no site ‘www.justforeingpilicy.org/node/1257’.

‘Achamos que Assange tem boas razões para temer sua extradição a Suécia, já existe uma alta probabilidade de que na Suécia ele seja preso e, então, extraditado aos Estados Unidos’, explica a carta que conta com assinaturas de acadêmicos, diplomatas, intelectuais, economistas, advogados e pessoas de todo o mundo.

O fundador do Wikileaks se refugiou na última terça-feira na embaixada do Equador em Londres e pediu asilo para evitar sua extradição a Suécia, onde é acusado de ter cometido delitos sexuais, depois que o tribunal britânico deu sinal verde a sua entrega.

Desde então, o presidente do Equador, Rafael Correa, trata o assunto com o embaixador do país andino em Londres, mas ainda não anunciou nenhuma decisão a respeito, já que, como disse na última sexta, usará ‘o tempo que achar necessário’ para analisar ‘todas as causas deste pedido de asilo’.

‘O crime que ele cometeu foi ter praticado o jornalismo. Revelou grandes crimes contra a humanidade cometidos pelo Governo dos Estados Unidos, especialmente ao publicar um vídeo que mostra os militares americanos matando deliberadamente a população civil, incluindo dois funcionários de Reuters’, explica a carta que o diretor da organização, Robert Naiman, entregou em mãos do presidente equatoriano.

‘Estas são razões pelas quais vosso Governo deveria oferecer asilo político ao senhor Assange’, concluem os signatários na carta. EFE

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