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Pentágono reconhece que a Líbia utilizou aviões de guerra

EUA também declararam que não se opõem à zona de exclusão aérea no país

O Pentágono voltou atrás e reconheceu nesta quinta-feira que a Líbia utilizou aviões de guerra para bombardear a insurreição, depois de dizer que não poderia confirmar a ação. E anunciou, ao mesmo tempo, que não se opõe ao estabelecimento de uma zona de exclusão aérea no país. “É óbvio que deixaram cair suas munições”, disse o porta-voz do Pentágono, coronel Dave Lapan, com base em imagens gravadas da Líbia pela televisão. Mas, segundo ele, não ficou claro se as bombas eram dirigidas às forças de oposição ou simplesmente a civis, acrescentou.

O Pentágono mostrou-se prudente nesta quinta-feira, mas não rejeitou a possibilidade de criação de zona de exclusão aérea na Líbia. A cautela também demonstrada pelo secretário de Defesa, Robert Gates, e por outros altos dirigentes sobre esta questão, ou outro tipo de ação militar na Líbia, “não deve ser interpretada como se, de alguma maneira, estivéssemos contra a ideia”, disse o secretário de imprensa do Pentágono, Geoff Morrell, ao canal de televisão MSNBC.

Em vez disso, “temos que pensar em todas as consequências de cada uma destas opções, para que o presidente (Barack Obama) possa considerá-las”, disse Morrell. Gates e o Almirante Mike Mullen, chefe do estado-maior americano, mostraram pouco entusiasmo nos últimos dois dias sobre a eventual criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia ou outro tipo de intervenção armada, considerando-as operação perigosa, complexa e politicamente arriscada.

Brasil – A Presidência da República divulgou comunicado oficial na noite desta quinta-feira em que diz que acompanha a situação de conflitos na Líbia e que “apoiará todas as iniciativas adotadas pelas Nações Unidas” em relação ao país. O anúncio do comunicado foi feito pelo porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena.

Questionado se o Brasil também apoiaria iniciativas armadas eventualmente aprovadas pela ONU, o porta-voz da Presidência afirmou: “Sim, todas as ações que forem tomadas pelas Nações Unidas”.

(Com agência France-Presse)