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Pentágono admite erro em bombardeio que matou 10 civis no Afeganistão

Ação americana tinha como objetivo atingir alvos do Estado Islâmico

Por Ernesto Neves Atualizado em 17 set 2021, 17h17 - Publicado em 17 set 2021, 17h13

O Pentágono admitiu nesta sexta-feira (17) que os Estados Unidos erraram ao atacar com drones um alvo em Cabul, no Afeganistão, em 29 de agosto.

O ataque tinha como objetivo atingir alvos do Estado Islâmico, organização terrorista responsável por um atentado no aeroporto de Cabul em agosto. A ação, porém, terminou com a morte de 10 civis, incluindo sete crianças. 

“Este ataque foi realizado com a firme convicção de que evitaria uma ameaça iminente às nossas forças e a evacuação do aeroporto, mas foi um erro”, disse o General Kenneth McKenzie, do Corpo de Fuzileiros Navais americano.

“Como comandante, sou totalmente responsável por este ataque e seu trágico resultado”, prosseguiu ele. “Esta ação certamente não seguiu nossos padrões e eu lamento profundamente”, prosseguiu. 

O Pentágono afirmou ainda que a ação terminou com a morte de dois combatentes do Estado Islâmico que estariam envolvidos no atentado ao aeroporto de Cabul. Essa ação terrorista vitimou 13 militares americanos e quase 100 afegãos. 

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, afirmou que os EUA não notificaram nem tiveram qualquer coordenação com membros do Talibã para realizar a ação militar.

Ele acrescentou que o Departamento de Defesa não notificou outros países da região nem parlamentares americanos. 

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