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Peña Nieto é o virtual vencedor das eleições mexicanas, indicam pesquisas

Por Da Redação 2 jul 2012, 01h20

Cidade do México, 1 jul (EFE).- O candidato do Partido Revolucionário Institucional (PRI), Enrique Peña Nieto, ganhou as eleições mexicanas deste domingo, segundo indicam diversas pesquisas de boca de urna e a tendência dos primeiros dados provisórios.

Como previam as pesquisas antes das eleições, o candidato do PRI alcançou uma cômoda vitória frente a seus rivais e a partir do próximo 1º de dezembro sucederá Felipe Calderón na Presidência do México se for confirmada oficialmente sua vitória.

O presidente do PRI, Pedro Joaquín Coldwell, anunciou a vitória de seu candidato já que ‘todas as pesquisas indicam uma tendência propícia e irreversível que mostra que o vencedor desta disputa democrática é Enrique Peña Nieto’.

Em entrevista coletiva, Coldwell insistiu que ‘o único resultado oficial’ será o que o presidente do Instituto Federal Eleitoral (IFE), Leonardo Valdés, divulgar

O candidato da esquerda, Andrés Manuel López Obrador, que aparece em segundo lugar nas pesquisas de boca de urna, guarda silêncio, e esta noite estava reunido com dirigentes de seu grupo político, o Partido da Revolução Democrática (PRD).

Segundo os dados da pesquisa GEA-ISA divulgada pelo Grupo Milenio, Peña Nieto obteve 42% dos votos, seguido de López Obrador, com 31%.

A aspirante do governante Partido Ação Nacional (PAN), Josefina Vázquez Mota, alcançou 23% e longe ficou o candidato do Partido Nova Aliança (Panal), Gabriel Quadri, com 4% dos votos.

Já a ‘TV Azteca’ assinalou que, segundo sua própria pesquisa na saída dos centros de votação, Peña Nieto obteve entre 39% e 42,7% dos votos, López Obrador entre 30,8% e 34,4% e Josefina entre 22,1% e 25,7%.

Segundo outra enquete elaborada pela empresa BGC Ulises Beltrán e divulgada pelo jornal ‘Excelsior’, Peña Nieto alcançou 40% dos votos, contra 32% de López Obrador e 25% de Josefina.

A virtual vitória de Peña Nieto também foi confirmada em uma amostra de atas de votação elaborada pela Consulta Mitofsky, que dá a Peña Nieto 40,3%, a López Obrador 31,8% e a Josefina 25,4%.

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O Instituto Federal Eleitoral (IFE) começou no fechamento das urnas a acumular os dados das atas de votação que chegam a sua sede, e até agora recebeu os resultados de perto de 5% das mesas eleitorais.

Ao receber 7,63% de todas as mesas até as 22h45 (horário local, 0h45 de segunda-feira em Brasília), o IFE, em seus resultados provisórios, dava a Peña Nieto 36,2% dos votos, a López Obrador 32% e a Josefina 27,1%.

A primeira a reconhecer sua derrota foi a candidata do PAN, que às 20h30 (22h30 de Brasília) admitiu que a tendência de voto indicava que tinha perdido as eleições.

Em mensagem a seus partidários, acompanhada de outros dirigentes do grupo político, avisou que seu partido vai ficar ‘vigilante’.

Josefina disse vigiará para que ‘as reformas estruturais que o país requer se cristalizem e para impedir o retorno do autoritarismo, do império da corrupção, da impunidade e da rendição frente ao crime organizado’.

Quadri apareceu pouco depois e em sua mensagem elogiou Josefina por ter aceitado de maneira antecipada sua derrota, e pediu o mesmo ao candidato da esquerda.

Apesar das pesquisas indicarem que obteve uma percentagem de votos baixa, Quadri assegurou que conseguiu superar suas expectativas. ‘Conseguimos ter e consolidar o primeiro partido liberal do México do século XXI’, disse.

Está previsto que López Obrador e Peña Nieto façam declarações depois que às 23h45 (1h45 de Brasília nesta segunda-feira) o IFE forneça os dados da contagem rápida, que inclui os dados de uma mostra de perto de 7.000 mesas de votação, das cerca de 143 mil que foram instaladas em todo o país.

No fechamento das mesas eleitorais, o titular do IFE, Leonardo Valdés, destacou que o país ‘viveu uma grande jornada de participação cidadã’.

Cerca de 79,5 milhões de mexicanos foram convocados às urnas para escolher o novo presidente, 500 deputados e 128 senadores que integrarão o Congresso, assim como 925 prefeitos, seis governadores estaduais e o Chefe de Governo do Distrito Federal.

No México não há segundo turno e é proclamado presidente eleito quem tiver o maior número de votos, à margem da diferença que obtiver sobre seu seguidor imediato. EFE

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