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Pena de 6 meses de prisão para assessor de Ahmadinejad é confirmada

Por Da Redação 14 fev 2012, 11h08

Teerã, 14 fev (EFE).- O tribunal de apelação de Teerã confirmou pena de seis meses de prisão para Ali Akbar Javanfekr, assessor de imprensa do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, por um dos processos abertos contra ele.

Conforme a imprensa iraniana, o procurador-geral e porta-voz do Poder Judiciário, Gholam Hussein Mohseni Ejei, informou que o tribunal de apelações confirmou a sentença contra Javanfekr, que também é diretor da agência oficial de notícias ‘Irna’ e do jornal ‘Iran’.

Ejei explicou que Javanfekr está sendo processado em vários casos e que ‘as autuações sobre outras acusações’ continuam, mas não informou o motivo pelo qual foi condenado, de acordo com a agência local ‘Fars’.

Como relatou a ‘Irna’, seu advogado, Ghahreman Shojaei, disse que a sentença é derivada do recurso apresentado quando Javanfekr foi condenado em 20 de novembro a um ano de prisão por ter criticado, em artigo no jornal ‘Iran’ publicado em agosto de 2011, as normas de vestir impostas às mulheres do país.

Para Shojaei, a condenação não está adequada à legislação do país, e afirmou que tentará que a pena não seja executada pedindo revisão do caso às máximas instâncias.

Em 16 de janeiro, Javanfekr foi condenado a um ano de prisão e cinco sem exercer suas funções políticas e jornalísticas, após ser acusado de insultar o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em uma sentença que também está em recurso.

Os processos contra Javanfekr fazem parte da luta pelo poder entre os partidários de Khamenei, autoridade máxima do país, e os de Ahmadinejad, que levou aos tribunais e à prisão dezenas de seguidores do presidente.

A ala mais radical dos ultraconservadores se uniu a Khamenei nos grupos conhecidos como ‘principialistas’, que se consideram defensores das essências religiosas do regime islâmico.

Os principialistas, que pretendem ocupar a maioria das 290 cadeiras do Parlamento consultivo iraniano nas eleições legislativas de 2 de março, acusam os seguidores de Ahmadimnejad de ‘desviacionistas’ e de questionar a primazia religiosa no Irã. EFE

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