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Pelo menos vinte australianos morreram lutando pelo EI

Autoridades do país afirmam que os jihadistas estrangeiros são usados como 'bucha de canhão' pelos líderes; outros 70 australianos seguem na organização

Por Da Redação 9 dez 2014, 03h53

Pelo menos vinte australianos morreram lutando ao lado dos jihadistas do Estado Islâmico (EI) em combates no Iraque e na Síria, revelou nesta terça-feira George Brandis, procurador-geral da Austrália. Brandis destacou que os recrutas ocidentais são enganados pelos líderes do grupo terrorista a acreditarem que terão um papel importante na “cruzada religiosa”, mas que acabam sendo usados em postos secundários, como “bucha de canhão, instaladores de bombas e ferramenta de propaganda”.

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O chefe da polícia do estado de Victoria, Ken Lay, acrescentou que, diante dessa realidade, “é bastante provável” que os australianos que se juntam ao Estado Islâmico acabem mortos em combate. Os serviços de inteligência do país estimam que cerca de setenta australianos tenham aderido ao radicalismo e estejam lutando no Oriente Médio ao lado do EI – e que outros vinte já tenha retornado à Austrália.

Preocupação – Parte da coalizão liderada pelos Estados Unidos que realiza bombardeios contra os jihadistas, a Austrália tem aumentado suas medidas de segurança contra a ameaça do terrorismo islâmico e tenta evitar que jovens do país sejam cooptados por grupos extremistas. No início deste mês, a ministra das Relações Exteriores, Julie Bishop, anunciou que viagens sem motivos legítimos para as zonas de combate serão consideradas crime.

Em setembro, quinze pessoas suspeitas de planejar ataques terroristas no país foram presas. No mês seguinte, governo aprovou o endurecimento das leis contra os australianos envolvidos em ações terroristas.

(Com agência EFE)

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