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Pedindo regras iguais para todos, Obama começa campanha para reeleição

Raquel Godos.

Richmond (EUA), 5 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, começou oficialmente neste sábado sua campanha para a reeleição pedindo colaboração para ‘seguir avançando e conseguir um país no qual as regras sejam iguais para todos’ e acusando o pré-candidato republicano Mitt Romney de apoiar as políticas que provocaram a crise.

Obama fez hoje seus discursos oficiais de campanha em Ohio e na Virgínia, dois estados eleitoralmente estratégicos, onde destacou os esforços de seu governo para salvar a economia americana e ressaltou como uma das principais conquistas de sua Administração a morte em maio de 2011 do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden.

‘Bin Laden não será uma ameaça nunca mais para este país e a guerra do Afeganistão terá terminado para sempre em 2014’, disse ao público do comício da Universidade Commonwealth da Virgínia, estado no qual há uma grande quantidade de veteranos de guerra.

O líder democrata, no entanto, admitiu os ‘retrocessos’ do país durante a crise econômica e comentou que esse setor ainda enfrenta ‘ventos contrários’ que requeriam um ‘esforço sustentado e persistente’ para uma completa recuperação.

Nesse sentido, o presidente acusou Mitt Romney, favorito na disputa do Partido Republicano, de favorecer as mesmas políticas que levaram o país à crise, que contrastam com sua visão de ‘uma nação que siga em frente’, slogan da campanha do líder.

‘Chegamos longe demais para ignorar as mudanças pelas quais lutamos nestes últimos anos. Temos que avançar rumo ao futuro que imaginamos em 2008 (quando Obama concorreu ao seu primeiro mandato), onde todo mundo tenha uma oportunidade justa e cada um receba sua parte e todos joguem sob as mesmas regras’, declarou Obama.

Por isso, o governante enfatizou que seu projeto precisa do apoio de seus eleitores e um segundo mandato para ser concluído.

‘Não estamos aqui só para ganhar uma reeleição, estamos aqui juntos para continuar construindo essa América na qual acreditamos e conseguir fortalecer sua classe média’, salientou.

Obama advertiu que as eleições de novembro serão mais complicadas que as que lhe levaram à presidência em 2008, mas garantiu que venceria Romney por meio do ‘boca a boca’ em cada canto do país.

‘Neste país as pessoas prosperam quando têm uma oportunidade. Quando recebem educação, quando podem desenvolver suas habilidades… E esta é a única maneira para conseguir que os EUA sejam mais fortes’, insistiu o líder, que nas últimas semanas está centrando sua política em facilitar o acesso dos estudantes aos créditos universitários.

‘Todo o mundo deve jogar o mesmo jogo, deve ter as mesmas regras, e encontrar as mesmas oportunidades. É por isso que me apresento à reeleição’, ressaltou.

‘Estamos satisfeitos?’, perguntou Obama aos presentes. ‘Claro que não, mas estamos fazendo avanços enquanto os republicanos insistem para que voltemos às políticas que criaram este desastre’.

‘Isto não é sobre quem somos hoje, mas de como seremos amanhã’, insistiu o presidente. ‘Seremos melhores se tivermos a coragem de continuar seguindo em frente’.

Obama escolheu para estes primeiros discursos os estados de Ohio e Virgínia. O primeiro, um dos mais decisivos em termos eleitorais, e o segundo um território tradicionalmente republicano, mas que votou em sua candidatura em 2008 após quase 40 anos de hegemonia conservadora.

O presidente esteve acompanhado em seus discursos pela primeira-dama, Michelle Obama, que apresentou seu marido perante os milhares de seguidores que se encontravam na Universidade Estadual de Ohio e na Commonwealth da Virgínia e os encorajou a lutar ativamente durante estes meses de campanha com um contundente chamado: ‘Barack precisa de vocês’. EFE