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Pedem ao menos 20 anos de prisão para ex-ministro do Kosovo Haradinaj

A promotoria pediu nesta segunda-feira uma pena de ao menos 20 anos de prisão para o ex-primeiro-ministro do Kosovo Ramush Haradinaj, julgado pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII) por crimes de guerra cometidos em 1998.

“A pena mais curta que pode ser pronunciada é de vinte anos de prisão”, declarou Paul Rogers, representante do gabinete do promotor, em uma audiência pública em Haia, onde o TPII tem sua sede.

Haradinaj, de 43 anos, ex-comandante do Exército de Libertação do Kosovo (UCK, em albanês), foi absolvido no dia 3 de abril de 2008 de 37 acusações de crimes contra a Humanidade e crimes de guerra, cometidos principalmente em um centro de detenção da UCK em Jablanica (sudoeste do Kosovo) contra suspeitos de “colaborar” com os sérvios.

O TPII ordenou em apelação que Haradinaj fosse julgado novamente por seis acusações de crimes de guerra, entre elas assassinatos e torturas, ao considerar que o processo foi tendencioso porque várias testemunhas tinham sido intimidadas. O novo processo foi aberto no dia 18 de agosto de 2011.

“Aqueles que não apoiavam os ideais da UCK eram assassinados, maltratados e torturados em Jablanica”, afirmou Rogers.

A acusação também pediu penas de ao menos 20 anos de prisão para os dois co-acusados de Haradinaj, Idriz Balaj, de 40 anos, também absolvido em primeira instância, e Lahi Brahimaj, de 42 anos, outra antiga autoridade da UCK condenada a seis anos de prisão.

Em primeira instância foram pedidas penas de 25 anos de prisão contra os três homens, que são os primeiros que o TPII volta a julgar.