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PCC está por trás de roubo no Paraguai, apontam investigações

Um policial e três bandidos morreram e quatro pessoas ficaram feridas no assalto que levou cerca de R$ 120 milhões, em Ciudad del Este

Por Da redação - Atualizado em 5 Maio 2017, 18h20 - Publicado em 25 abr 2017, 08h06

As polícias do Brasil e do Paraguai acreditam que o Primeiro Comando da Capital  (PCC) está envolvido no assalto milionário à empresa de transporte de valores Prosegur, em Ciudad del Este, no Paraguai, na madrugada de segunda-feira. Pelo menos 30 homens com armamento de guerra – como metralhadoras, fuzis e explosivos – roubaram US$ 40 milhões (R$ 120 milhões). Um policial e três bandidos morreram e quatro pessoas ficaram feridas. O assalto é apontado como o maior da história do Paraguai. As informações são da edição desta terça-feira do jornal O Estado de S.Paulo.

O ministro do Interior do Paraguai, Lorenzo Lescano, disse que “tudo aponta para o PCC”. Segundo ele, os veículos usados
tinham placas do Brasil e os criminosos falavam português. “Vão, vão, não olhem para trás”, diziam às testemunhas.

De acordo com as investigações, o PCC controla o tráfico de drogas e armas na fronteira com o Paraguai desde a morte de Jorge Rafaat Toumani, em uma emboscada em Pedro Juan Caballero, em junho de 2016. Ele atuava como intermediário do crime organizado no comércio de cocaína, maconha e armamento pesado e foi morto com tiros de ponto 50, que perfuraram o carro
blindado em que estava.

Conforme a Secretaria Nacional Anti-Drogas (Senad) do Paraguai, ao bancar a execução do “rei da fronteira”, a facção paulista
se credenciou para assumir as principais posições ao longo da linha internacional. As bases do PCC, antes concentradas
em Ciudad del Este e Foz do Iguaçu, foram estendidas a Salto del Guaíra, na fronteira com Guaíra, no Paraná, e Pedro Juan
Caballero, vizinha de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul.

Segundo o jornal, depois da morte de Rafaat, houve ao menos 38 execuções na fronteira, em um processo de eliminação dos supostos colaboradores dele. “Com a estrutura montada, o passo seguinte é mostrar força e marcar território, além de reforçar o caixa. Podem acontecer mais ataques (a empresas) no Paraguai ou na Bolívia”, alertou Edgar Almada, diretor Antidrogas da Senad.

Assalto

Os criminosos instalaram explosivos para destruir a entrada da sede da transportadora. Além disso, ao menos quinze veículos foram incendiados pela cidade com o objetivo de confundir a polícia.

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O presidente do Paraguai, Horacio Cartes, ordenou que militares apoiem o trabalho da polícia para colocar ordem na cidade, segundo autoridades locais.

Segundo o ministro do Interior, Lorenzo Lezcano, a maioria os carros usados no assalto tinha placa do Brasil.

Em comunicado, o governo brasileiro informou que o presidente Michel Temer determinou ao ministro da Justiça, Osmar Serraglio, que coloque a Polícia Federal à disposição das autoridades paraguaias para colaborar com as investigações.

“O governo federal acompanha os desdobramentos das ações policiais já em curso em território nacional e apoiará, com todos os recursos necessários, as investigações conduzidas atualmente pelas autoridades paraguaias”, disse a nota da Presidência.

 

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