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Patriota vai a Cuba preparar primeira viagem de Dilma à ilha

(Atualiza com novos dados).

Havana, 16 jan (EFE).- O chanceler do Brasil, Antonio Patriota, iniciou hoje os contatos com autoridades do Governo de Cuba para preparar a primeira visita oficial da presidente Dilma Rousseff à ilha, que acontecerá no final de mês.

Patriota se reuniu com seu colega cubano, Bruno Rodríguez, a quem explicou que Dilma está interessada em conhecer de perto a política de atualização do modelo econômico socialista da ilha, indicou a imprensa local.

Nesse sentido, o chanceler brasileiro expressou o desejo de Brasília de contribuir para o desenvolvimento cubano, mediante uma cooperação ‘mais estreita’ em áreas como educação e saúde, ou através de investimentos em infraestrutura.

Patriota, que permanecerá em Havana até esta terça-feira, se reuniu também com os vice-presidentes Marino Murillo e Ricardo Cabrisas, relacionados com a área econômica.

Além dos preparativos da visita de Dilma, os chanceleres de Brasil e Cuba abordaram temas como a integração regional.

O ministro brasileiro anunciou que nesta terça visitará as obras de ampliação do porto de Mariel, que está sendo construído com financiamento brasileiro e que, de acordo com o cronograma previsto, devem ser entregues em 2013.

Nesse projeto estão associadas empresas brasileiras e cubanas sob um investimento total de US$ 800 milhões.

O assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, viajou em março do ano passado para a ilha para acompanhar os trabalhos do porto, a maior obra realizada em Cuba atualmente.

A primeira viagem de Dilma a Cuba começará no dia 31 de janeiro. Depois da ilha, ela visitará o Haiti, onde o Brasil mantém 2.200 soldados na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).

O ministro cubano disse durante seu encontro com Patriota que as relações econômicas com o Brasil se intensificaram nos últimos anos, e hoje o país é um dos principais parceiros no terreno de comércio e investimentos.

No quinquênio 2006-2010, a troca comercial entre Brasília e Havana registrou crescimento de 30%, passando de US$ 376 milhões a US$ 488 milhões, segundo dados oficiais.

Entre janeiro e novembro de 2011, o fluxo comercial bilateral seguiu em ritmo ascendente e alcançou US$ 570 milhões. EFE