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Patriota prepara visita de Dilma Rousseff a Cuba

O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Antônio Patriota, iniciou nesta segunda-feira uma visita oficial de dois dias a Cuba, na qual vai preparar a viagem da presidente Dilma Rousseff, prevista para o final do mês, informaram fontes diplomáticas brasileiras.

Patriota terá uma agenda movimentada até terça-feira na ilha, que incluirá encontros com seu homólogo cubano, Bruno Rodríguez, e com outras autoridades do governo. Não está descartado um encontro com o presidente Raúl Castro.

Na terça-feira, o chanceler brasileiro visitará as obras de ampliação e modernização do porto de Mariel, 50 km a oeste de Havana, para a qual o Brasil aprovou créditos de 450 milhões de dólares, dos quais já liberou cerca de 300 milhões, disseram à AFP fontes diplomáticas brasileiras.

Esse porto, considerado a obra mais importante realizada pelo governo de Raúl Castro, deverá contar em um prazo de 10 anos com um moderno terminal de contêineres, armazéns, uma zona industrial e um porto petroleiro, entre outras obras.

O crédito do Brasil é destinado fundamentalmente a obras de infraestrutura, como uma estrada, uma ferrovia, um cais de 400 metros e armazéns, segundo fontes brasileiras.

O Brasil é o segundo maior sócio comercial de Cuba na América Latina, atrás da Venezuela, e seu comércio atingiu em 2011 a cifra recorde de 642 milhões de dólares, 550 em exportações brasileiras e 92 milhões em cubanas.

Mais de 30% das compras cubanas do Brasil são alimentos, principalmente soja e seus derivados.

O maior volume alcançado pelo comércio bilateral foi em 2008, durante o governo Lula, registrando 572 milhões de dólares.

No entanto, o Brasil tem se mostrado cauteloso em matéria de investimentos e até agora apenas a empresa mista de fabricação de cigarros BrasCuba, há mais de 15 anos em operação.

Fontes brasileiras disseram à AFP que existe interesse em fomentar o comércio e os investimentos no campo dos medicamentos e vacinas, campo no qual Cuba registra grandes avanços. Espera-se que na visita da presidente Dilma, prevista para 31 de janeiro, seja assinado um acordo nessa área.

Depois de visitar Cuba, Dilma irá para o Haiti.