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Partido governista perde 52 parlamentares no Japão

Decisão é um protesto contra uma reforma tributária do premiê Yoshihiko Noda

Por Da Redação 2 jul 2012, 01h26

Cinquenta e dois parlamentares do Partido Democrático (PD) do Japão, que atualmente governa o país, decidiram nesta segunda-feira abandonar a legenda em protesto contra uma polêmica alta do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) recentemente aprovada no Parlamento.

No total apresentaram sua saída do PD 40 membros da Câmara Baixa e 12 senadores, liderados pelo ex-secretário-geral do partido, Ichiro Ozawa, um dos líderes da histórica vitória eleitoral da legenda nas eleições gerais de 2009.

Ozawa, de 70 anos, é conhecido como o “shogun na sombra” por causa de sua grande influência e havia declarado que podia formar seu próprio partido caso a controvertida reforma tributária promovida pelo primeiro-ministro, Yoshihiko Noda, fosse aprovada. Pela nova lei aprovada, o IVA sofrerá um reajuste de 5% a 10% até 2015.

Maioria – A debandada de parlamentares do PD já era esperada há algum tempo e ainda deixa o partido com a maioria na Câmara Baixa, mas representa um duro golpe para o primeiro-ministro Noda. Segundo o chefe de governo japonês, a medida que prevê dobrar o imposto sobre vendas é fundamental para combater elevada dívida pública do Japão e os custos crescentes dos programas sociais.

Ichiro Ozawa, que votou contra o projeto, só não aplicou um golpe ainda mais forte no governo de Noda porque não conseguiu a adesão de mais dois congressistas. Se 54 parlamentares tivessem deixado o Partido Democrata japonês, o primeiro-ministro perderia a maioria na Câmara e seria obrigado a convocar novas eleições.

(Com agência EFE)

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