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Partido de Berlusconi deixa governo italiano

Primeiro-ministro Enrico Letta ainda conta com maioria no Parlamento

Por Da Redação 26 nov 2013, 17h05

O partido Força Itália, comandado pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, anunciou nesta terça-feira sua saída da coalizão parlamentar que sustenta o governo do premiê social-democrata Enrico Letta. O anúncio ocorre um dia antes da data prevista para votação no Senado da expulsão de Berlusconi do Parlamento depois de sua condenação definitiva por fraude fiscal no caso Mediaset.

Ao deixar a maioria, o Força Itália também deve ficar contra o governo no voto de confiança sobre o orçamento geral do Estado para 2014. A coalizão do primeiro-ministro conserva, no entanto, o apoio do Novo Centro-Direita, sigla que surgiu de uma cisão do partido de Berlusconi na semana passada. A legenda, liderada pelo vice-primeiro-ministro, Angelino Alfano, conta com trinta senadores que ajudam a garantir a estabilidade do Executivo na Casa. Na Câmara dos Deputados, a esquerda dispõe da maioria absoluta.

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Ao anunciar o rompimento, o porta-voz parlamentar do Força Itália Paolo Romani disse que o partido pediu “várias vezes” reuniões com o governo. “Nossa impressão foi a de um desinteresse total aos nossos pedidos. Sentimos que nos tiraram da maioria”.

Em outubro, depois de se tornar alvo de um processo de cassação, Berlusconi já havia tentado retirar seu partido do governo Letta. A tentativa foi vista como uma vingança contra o governo e acabou rechaçada por vários integrantes da legenda. O magnata das comunicações foi então obrigado a recuar. A partir dessa movimentação surgiu um racha na sigla, que ficou dividida entre os fiéis a Berlusconi e os que mantinham o apoio a Letta.

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Para esta quarta, “il Cavaliere” convocou protestos contra a votação que pode levar à perda de seu mandato. A votação deverá ser aberta, apesar dos pedidos do ex-premiê para que fosse secreta. Se a cassação for aprovada, Berlusconi perderá a imunidade contra prisões e poderá ter suas comunicações interceptadas por investigadores envolvidos no processo que acusa o ex-premiê de envolvimento com uma prostituta menor de idade.

(Com agências Reuters, France-Presse e EFE)

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