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Parlamento israelense confirma novo governo

A coalizão formada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu exclui os ultra ortodoxos e apoia assentamentos judeus em territórios palestinos ocupados

Dois meses depois do início das negociações entre partidos, a coalizão liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi aprovada pelo parlamento de Israel. Nesta segunda-feira, o novo governo recebeu 68 votos a favor de sua posse e 48 contra. A votação, que não contou com a participação de todos os deputados, ocorreu depois de Netanyahu repassar suas propostas de governo e apresentar os 21 ministros de seu terceiro mandato como chefe do poder executivo.

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O governo é composto por membros do partido de extrema-direita Bait Yehudi (Lar Judaico), pelo centrista Yesh Atid e pelo direitista Likud, do qual o primeiro-ministro é membro. As negociações, iniciadas depois de nenhum partido conseguir maioria nas eleições em janeiro e concluídas na última sexta-feira, excluem os partidos ultra ortodoxos, que já prometeram fazer oposição. A coalizão terá 68 das 120 cadeiras no parlamento.

Palestina – Diante dos deputados, Netanyahu prometeu que faria um “compromisso histórico” no sentindo de preservar a paz com os palestinos. “Com um parceiro palestino que deseja conduzir as negociações com boa fé, Israel estará preparado para um compromisso histórico que dará fim ao conflito com os palestinos para sempre”, disse.

No entanto, muitos ministros de seu governo apoiam a continuidade da colonização dos territórios palestinos ocupados, incluindo os ministérios da Defesa e da Habitação, que devem aprovar construções. Essa decisão pode colocar em risco a retomada das negociações, uma vez que os palestinos apontam o fim da colonização como pré-condição para a conversa. Os árabes afirmam que os assentamentos, ilegais de acordo com leis internacionais, não permitem que eles construam um estado viável.

A questão dos assentamentos estará entre os assuntos prioritários das discussões entre o governo de Israel e Barack Obama, que viaja ao país nesta quarta-feira, para sua primeira visita oficial depois de sua eleição, em 2008. Entre as pautas, também estão o programa nuclear do Irã e a guerra civil na Síria.

(Com agências EFE e AFP)