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Parlamento Europeu aprova realocação de 120 mil refugiados

A adoção formal da medida depende ainda do Conselho Europeu, órgão que reúne os chefes de Estado e de governo dos 28 países que formam a União Europeia

Por Da Redação 17 set 2015, 09h14

O Parlamento Europeu respaldou nesta quinta-feira por procedimento de urgência e com grande maioria a realocação de 120.000 refugiados proposta pela Comissão Europeia (CE) em apoio à Itália, Grécia e Hungria. O voto, acrescentado à agenda de forma extraordinária, foi colocado na pauta pelo próprio presidente do Parlamento, Martin Schulz, e recebeu o apoio de diferentes grupos políticos. A resolução foi aprovada por 372 votos a favor, 124 contra e 54 abstenções.

Antes do voto, o vice-presidente da CE, Frans Timmermans, disse “estar muito agradecido ao parlamento Europeu por entender a urgência da situação”. “Agora o Conselho deve atuar. É um imperativo humanitário. Não se trata de abrir todas as fronteiras, mas não podemos esquecer quem somos e nem nossos valores. Não podemos olhar para o outro lado com as pessoas perseguidas que fogem de uma situação de guerra”, acrescentou.

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Entre os Estados-membros que rejeitam abertamente o sistema de cotas proposto pela Comissão figuram Hungria, República Tcheca, Eslováquia e Romênia. A adoção formal da medida depende ainda do Conselho Europeu, órgão que reúne os chefes de Estado e de governo dos 28 países que formam a União Europeia.

O ministro tcheco de Direitos Humanos, Jiri Dienstbier, contrariando o posicionamento de seu governo, afirmou nesta quinta que seu país poderia receber cerca de 15.000 refugiados, dadas a necessidade de mão de obra no país. O número é muito superior aos 2.978 solicitados pela Comissão Europeia e que, até agora, Praga se nega a aceitar. “Parto da oferta realizada pela Confederação de Indústria e Comércio que está disposta a empregar imediatamente, pelo menos, 5.000 refugiados, dependendo de sua qualificação”, afirmou Dienstbier em entrevista. Os demais refugiados seriam familiares desses 5.000 operários.

“O governo tcheco disse que vamos ajudar voluntariamente. Meu pronunciamento está de acordo com a postura governamental. Acredito que devemos oferecer essa ajuda voluntária para que faça sentido”, acrescentou o ministro.

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Integração – A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse durante a inauguração da 66ª edição do Salão do Automóvel de Frankfurt, que a integração dos refugiados é uma tarefa a longo prazo de toda a sociedade alemã. Merkel ressaltou que a Alemanha é um país atraente para os refugiados e mostrou a disposição em ajudá-los mas, mas deixou claro que não se pode receber quem vem só por motivos econômicos.

(Da redação)

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