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Parlamento egípcio propõe proibição de candidatura de membros do antigo regime

Anúncio foi feito logo após Omar Suleiman de candidatar à presidência do país

Por Da Redação - 12 abr 2012, 15h06

O parlamento do Egito aprovou nesta quinta-feira uma emenda de lei que impedirá membros do antigo regime de Hosni Mubarak de se candidatar às eleições e ter acesso a cargos de alta responsabilidade.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, egípcios iniciaram, em janeiro, sua série de protestos exigindo a saída do então presidente Hosni Mubarak.
  2. • Durante as manifestações, mais de 800 rebeldes morreram em choques com as forças de segurança de Mubarak que, junto a seus filhos, é acusado de abuso de poder e de premeditar essas mortes.
  3. • Após 18 dias de levante popular, em 11 de fevereiro, o ditador cede à pressão e renuncia ao cargo, deixando Cairo; em seu lugar assumiu a Junta Militar.

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A lei, que ainda deverá ser aprovada pelo Conselho Supremo das Forças Armadas, no poder desde a queda de Mubarak, pode fazer com que vários ex-dirigentes, incluindo o ex-chefe da inteligência Omar Suleiman, sejam impedidos de participar das eleições presidenciais marcadas para o próximo mês.

A emenda na lei de atividade política “bane qualquer presidente, vice-presidente, primeiro-ministro, líder ou (membro sênior) do agora dissolvido Partido Nacional democrático de exercer os direitos políticos por 10 anos”, afirmaram os deputados em uma sessão parlamentar transmitida ao vivo pela televisão.

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O texto aplica-se às autoridades da era Mubarak que serviram nos 10 anos anteriores à data de sua queda, o que também desqualifica Ahmed Shafiq – o último primeiro-ministro a trabalhar para o ex-homem forte egípcio. As inscrições para o cargo de mais alto escalão no Egito fecharam no domingo, em meio a reviravoltas de última hora que abalaram a corrida política.

Candidatura – A eventual aprovação da lei pode atrapalhar os planos de Omar Suleiman, ex-chefe da espionagem de Mubarak. Suleiman, de 75 anos, que disse nesta quinta-feira que decidiu se candidatar à presidencia do país, em parte para evitar que os islamitas tomem o poder e transformem o Egito em um “Estado religioso”.

O político alertou que o Egito será isolado no cenário internacional se algum candidato islamita ganhar as eleições. O sufrágio presidencial ocorrerá em 23 e 24 de maio e representará o último passo da turbulenta transição do país de um regime autoritário para a democracia. A junta militar que governa o país prometeu passar os poderes para um governo civil até 1º de julho.

(Com agência AFP)

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