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Parlamento do Iraque aceita renúncia de primeiro-ministro

Embora ainda não haja um sucessor, Constituição exige que maior bloco de parlamentares indique um candidato para a presidência em 15 dias

Por Estadão Conteúdo - 1 dez 2019, 19h58

O parlamento iraquiano aceitou formalmente, neste domingo, 1°, a renúncia do primeiro-ministro Adil Abdul-Mahdi, que anunciou sua saída na sexta-feira 29, em meio a protestos violentos contra denúncia de corrupção e escassez de serviços públicos, falta de emprego entre outras demandas sociais.

Mas o caminho para substituir Abdul-Mahdi foi obscurecido por questões legais consideradas um “buraco negro na constituição”, que não indica claramente qual o próximo passo. O Parlamento aprovou a renúncia sem votação. E os legisladores agiram com base na orientação do Supremo Tribunal Federal, porque as leis existentes não fornecem procedimentos claros.

A constituição exige que o maior bloco do parlamento nomeie um candidato para a presidência dentro de 15 dias. Então o primeiro ministro designado tem 30 dias para formar um governo. Autoridades e especialistas alertaram para uma potencial crise política porque uma coalizão está longe de ser possível no país, já que não há maioria clara no parlamento.

Enquanto isso, manifestações contrárias ao governo seguem na capital do país. Ao menos um manifestante foi morto a tiros neste domingo e os acessos à Bagdá estão fechados, impedindo a circulação para um importante porto de escoamento de commodities ao sul do Iraque.

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