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Parlamento do Irã intima Ahmadinejad para interrogatório

Ditador deverá responder por insubordinação ao aiatolá Khamenei

Por Da Redação 8 fev 2012, 09h32

O parlamento iraniano intimou o ditador Mahmoud Ahmadinejad para ser interrogado sobre a sua gestão econômica e sobre seus ministros. É a primeira vez que a República Islâmica intima um presidente a prestar declarações, e acontece em meio à disputa de poder entre Ahmadinejad e o líder supremo Ali Khamenei.

A questão mais controversa a ser debatida é a tentativa, por parte de Ahmadinejad, de demitir o ministro da Inteligência Heydar Moslehi em abril de 2011. Na época, a decisão irritou Khamenei, que exigiu imediatamente que Moslehi permanecesse no caso ou então Ahmadinejad teria de renunciar por insubordinação. O ditador concordou, mas, como um adolescente rebelde, recusou-se a participar das reuniões seguintes de gabinete e passou 11 dias sem aparecer em público.

Depois disso, ao menos 25 aliados de Ahmadinejad foram presos, incluindo o seu chefe de gabinete e cunhado, Rahim Mashaei, candidato favorito do ditador para sucedê-lo, já que ele não pode concorrer a um terceiro mandato. Eles enfrentam acusações de “bruxaria” e de envolvimento com espiritismo.

Segundo a Constituição iraniana, Ahmadinejad deverá comparecer diante do Parlamento em, no máximo, um mês, a não ser que a ordem seja retirada. Espera-se que ele compareça em meados de março.

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